Fachin cria grupo de trabalho para auditar penduricalhos de magistrados
O presidente do STF instituiu um grupo no CNJ para padronizar verbas extras de juízes e combater distorções que superam o teto constitucional.
Pontos principais
- O grupo de trabalho terá 180 dias para apresentar propostas de transparência e uma minuta de projeto de lei sobre a remuneração.
- A iniciativa visa unificar a nomenclatura de verbas indenizatórias e proibir folhas de pagamento paralelas nos tribunais.
- A medida reforça a decisão do STF que limitou pagamentos extras a 70% do salário e busca conter rendimentos acima do teto de R$ 46,3 mil.
- O colegiado, oficializado por portaria na última sexta-feira (5), contará com representantes do Legislativo, Ministério Público e Defensoria Pública.
- O grupo atuará sob a estrutura do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para realizar um pente-fino nos benefícios pagos a magistrados e servidores.
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Edson Fachin, oficializou na última sexta-feira (5) a criação de um grupo de trabalho dedicado a realizar um pente-fino nas verbas extras pagas a magistrados e servidores, popularmente conhecidas como penduricalhos. Com prazo de 180 dias, o colegiado deve elaborar um relatório e uma minuta de projeto de lei para padronizar critérios remuneratórios e garantir maior transparência, combatendo artifícios que permitem contornar o teto constitucional de R$ 46,3 mil. A iniciativa busca fortalecer o controle sobre os gastos com pessoal no Judiciário brasileiro.
O grupo atuará sob a estrutura do CNJ e contará com representantes do Legislativo, do Ministério Público e da Defensoria Pública para revisar os pagamentos. A medida ganha força após a recente decisão do CNJ de exigir um contracheque único, proibindo folhas paralelas, e ocorre em um contexto de maior rigor sobre as despesas do Judiciário, intensificado após o ministro Flávio Dino suspender, em março, o pagamento de verbas sem previsão legal clara. O objetivo central é assegurar que a remuneração dos membros do sistema de justiça esteja estritamente alinhada às normas constitucionais vigentes.
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