O CNJ criou um grupo de trabalho para revisar pagamentos no Judiciário após identificar magistrados com remunerações mensais superiores a R$ 1 milhão.
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) iniciou uma ofensiva para revisar o sistema remuneratório da magistratura brasileira após identificar casos de juízes com rendimentos mensais superiores a R$ 1 milhão. O valor elevado é atribuído ao uso excessivo de verbas indenizatórias e benefícios que, muitas vezes, carecem de previsão legal expressa. Para conter essas distorções, o ministro Edson Fachin instituiu um grupo de trabalho com prazo de 180 dias para propor reformas estruturais, incluindo a padronização das nomenclaturas de pagamentos e a eliminação de gratificações irregulares. A iniciativa, que integra representantes do Congresso e do Tribunal de Contas da União (TCU), complementa esforços recentes do Supremo Tribunal Federal para garantir maior transparência e moralidade no teto constitucional do funcionalismo público, alinhando-se a decisões anteriores que determinaram a revisão de benefícios sem base legal em todos os Poderes.
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