Premiê do Líbano critica Irã por uso do país em negociações com EUA
Nawaf Salam critica Teerã por instrumentalizar o Líbano, enquanto Hezbollah rejeita cessar-fogo e tensões escalam no Golfo de Omã.
Pontos principais
- O primeiro-ministro Nawaf Salam pediu que o Irã pare de usar o Líbano como moeda de troca em diálogos internacionais.
- O Hezbollah rejeita o cessar-fogo mediado pelos EUA, exigindo a retirada total das tropas israelenses do sul do país.
- O Irã reafirmou apoio estratégico ao Hezbollah e condiciona a paz regional ao fim das operações militares de Israel.
- A Marinha iraniana disparou tiros de advertência contra destróieres dos EUA no Golfo de Omã, elevando a tensão regional.
- O presidente Donald Trump afirmou ver progresso nas negociações, apesar da continuidade dos confrontos e da crise humanitária.
O primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, manifestou descontentamento com o Irã, acusando o país de usar o território libanês como peça de barganha diplomática com os Estados Unidos. O cenário de impasse é reforçado pela recusa do Hezbollah em aceitar o cessar-fogo proposto, sob a justificativa de que o acordo falha ao não exigir a retirada imediata das tropas israelenses do sul do Líbano. Em resposta, o governo iraniano reafirmou seu apoio estratégico ao grupo, condicionando qualquer estabilidade regional ao fim das operações militares de Israel. A situação tornou-se ainda mais volátil após a Marinha iraniana disparar tiros de advertência contra navios americanos no Golfo de Omã. Embora o presidente Donald Trump tenha declarado que observa avanços nas negociações, o conflito, que já soma 3.500 mortes e um milhão de deslocados, segue sem solução imediata.
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