Trump mantém tropas no Oriente Médio; Irã ameaça romper cessar-fogo
Donald Trump afirma que tropas dos EUA permanecerão no Oriente Médio até um "verdadeiro acordo" com o Irã, que ameaça romper o cessar-fogo após ataques israelenses no Líbano, enquanto Macron pede inclusão do Líbano na trégua.
Pontos principais
- O 40º dia de conflito entre EUA e Irã marcou o primeiro dia oficial de um cessar-fogo acordado para negociações de paz.
- Donald Trump declarou que tropas americanas permanecerão no Oriente Médio até um "verdadeiro acordo" ser negociado com o Irã.
- Trump exige que o Irã não possua armamentos nucleares e que o Estreito de Ormuz permaneça aberto e seguro.
- Bombardeios israelenses em Beirute resultaram em mais de 250 mortos e 1.100 feridos, sendo o dia mais letal desde o início da guerra na região.
- Israel lançou 160 mísseis em 10 minutos contra o Líbano, atingindo cerca de 100 alvos do Hezbollah em diversas regiões.
- O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que os ataques contra o Hezbollah continuarão "onde quer que seja necessário".
- O Hezbollah declarou que Israel violou o cessar-fogo e, em resposta, lançou ataques contra Israel.
- O Irã ameaçou romper o cessar-fogo de duas semanas com os EUA após os ataques israelenses no Líbano.
- O presidente francês Emmanuel Macron defende que o cessar-fogo temporário entre EUA e Irã inclua o Líbano.
- Negociações oficiais para um acordo de paz definitivo entre EUA e Irã começarão em Islamabad, Paquistão, nesta sexta-feira (10).
A Presidência do Líbano convocou a comunidade internacional a intervir para deter os ataques de Israel, que, segundo o governo libanês, ameaçam a segurança regional e desrespeitam as leis internacionais. Os bombardeios israelenses em Beirute resultaram em mais de 250 mortos e 1.100 feridos, sendo o dia mais letal desde o início da guerra na região. Israel realizou um ataque massivo no Líbano, disparando 160 mísseis em 10 minutos contra cerca de 100 alvos do Hezbollah em diversas regiões, incluindo Beirute e o sul do país. Líderes da França, Reino Unido, Espanha, Itália, Turquia e Qatar, além de organismos como a ONU e a Cruz Vermelha, condenaram veementemente os ataques, descrevendo-os como indiscriminados e brutais. O presidente da França, Emmanuel Macron, e o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, criticaram duramente a postura de Israel e de Netanyahu. Macron, em particular, defendeu que o cessar-fogo temporário entre os Estados Unidos e o Irã também se estenda ao Líbano, visando evitar uma escalada regional e buscando uma solução diplomática para a estabilidade no Oriente Médio.
Israel, por sua vez, defendeu suas operações militares, afirmando que o Líbano não desarmou o Hezbollah e criticando a inação das autoridades libanesas. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu declarou que os ataques contra o Hezbollah continuarão "onde quer que seja necessário", apesar da condenação da União Europeia. O Exército israelense admitiu ter atingido áreas densamente povoadas, alegando que membros do Hezbollah se escondiam entre civis e que ordens de evacuação foram emitidas. As Forças de Defesa de Israel (IDF) confirmaram ter atingido mais de 100 centros de comando e instalações militares do Hezbollah, além de anunciar a morte de Ali Yusuf Harshi, sobrinho e secretário pessoal de Naim Qassem, chefe do Hezbollah. Israel também declarou que a área ao sul do rio Litani está "desconectada do Líbano" e pretende ocupá-la como "zona de contenção", e afirma que suas ações no Líbano não estão cobertas pelo cessar-fogo mediado por Donald Trump, enquanto Irã e Paquistão discordam.
Em resposta a esta ofensiva, o Hezbollah declarou que Israel violou o cessar-fogo e lançou ataques contra o território israelense. A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) anunciou que prepara uma "resposta pesada" a Israel, considerando um ataque ao Hezbollah como um ataque ao Irã, intensificando a tensão na região. O Irã ameaçou romper o cessar-fogo de duas semanas com os EUA após os ataques israelenses no Líbano. O vice-chanceler iraniano classificou os ataques como violação da trégua e exigiu que os EUA escolham entre guerra e cessar-fogo. Bombardeios também foram registrados nas ilhas iranianas de Lavan e Siri, e um oleoduto saudita foi atingido por um drone. O Exército do Kuwait interceptou drones iranianos após o início do cessar-fogo.
O cessar-fogo de dois dias entre EUA e Irã permanece frágil, com divergências significativas sobre o plano de paz iraniano de 10 pontos, o programa nuclear do Irã e a inclusão do Líbano no acordo. Donald Trump afirmou que as tropas e recursos militares dos EUA permanecerão perto do Irã até que um "verdadeiro acordo" seja alcançado, exigindo que o Irã não possua armamentos nucleares e que o Estreito de Ormuz permaneça aberto e seguro. Trump ameaçou ordenar ataques "maiores, melhores e mais fortes" se o acordo não for concretizado e se o Irã não cumprir os termos negociados, após o Irã considerar "irrazoável" avançar nas conversas enquanto Israel bombardeia o Líbano. Há uma divergência central entre EUA e Irã sobre o programa nuclear iraniano, com Trump afirmando o fim do enriquecimento de urânio e o Irã negando. A inclusão do Líbano é o maior impasse, com Paquistão e Irã afirmando que o país está incluído, mas EUA e Israel negando, resultando nos ataques israelenses. O Irã fechou o Estreito de Ormuz e ameaçou destruir embarcações sem autorização, em resposta aos ataques israelenses no Líbano.
Negociadores iranianos devem se encontrar com uma delegação dos EUA no Paquistão para negociações de paz nesta sexta-feira (10), enquanto o Irã mantém o bloqueio do Estreito de Ormuz, causando interrupção no fornecimento global de energia e elevando os preços do petróleo. O impasse aumenta a incerteza sobre as negociações futuras em Islamabade. O Paquistão, mediador, incluiu o Líbano na trégua, enquanto o Irã, financiador do Hezbollah, considerou os ataques uma violação e prometeu retaliação. O presidente dos EUA, Donald Trump, defendeu as ações de Israel, e Netanyahu declarou que os bombardeios continuarão. A paz entre EUA e Irã enfrenta desafios significativos e exigências irreconciliáveis, apesar do cessar-fogo anunciado por Donald Trump em 2026, com tensões históricas e atuais que travam a resolução do conflito.
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