O Irã fechou novamente o Estreito de Ormuz e ameaça romper o cessar-fogo acordado com os Estados Unidos e Israel, caso os ataques israelenses no Líbano prossigam. A ação iraniana foi justificada como resposta às "violações de Israel ao cessar-fogo". A controvérsia se aprofunda com a declaração de Donald Trump de que o Líbano não está incluído no acordo de cessar-fogo entre EUA e Irã, citando a presença do Hezbollah. Contradizendo essa posição, o Paquistão, mediador do acordo, e o próprio Irã afirmam que o Líbano faz parte da trégua. Um cessar-fogo anterior previa uma pausa de duas semanas nos ataques ao Irã em troca da reabertura do Estreito de Ormuz. Trump afirmou que os objetivos militares foram cumpridos e que um plano de paz de 10 pontos do Irã é uma base viável para negociação. Ele havia ameaçado o Irã com consequências devastadoras caso o Estreito de Ormuz não fosse reaberto, mas suspendeu a ameaça após 10 horas e 26 minutos, com a intervenção do Paquistão resultando em um cessar-fogo de duas semanas.
Israel, por sua vez, intensificou sua ofensiva aérea no Líbano, lançando mais de 100 ataques aéreos em apenas 10 minutos, a mais intensa onda de bombardeios na guerra contra o Hezbollah. Os ataques atingiram Beirute e Tiro, além de outras áreas densamente povoadas, visando centros de comando e instalações do Hezbollah, e resultaram em 112 mortos e mais de 700 feridos. Um comandante importante do grupo também foi morto. Israel afirma que a infraestrutura atingida estava em áreas civis, acusando o Hezbollah de usar civis como escudos humanos. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, reiterou que a trégua anunciada por Donald Trump não se estende ao Líbano, e o Chefe do Estado-Maior de Israel, Eyal Zamir, confirmou que as operações contra o Hezbollah continuarão para garantir a segurança do norte de Israel. O presidente do Líbano, Joseph Aoun, acusou Israel de cometer um "massacre" e líderes libaneses buscam uma trégua para o país.
As Forças de Defesa de Israel (IDF) afirmaram ter matado cerca de 130 integrantes de grupos armados e destruído mais de 1.000 estruturas no sul do Líbano. Desde 2 de março, o Ministério da Saúde do Líbano registrou mais de 1.500 mortos, 4.800 feridos e mais de 1 milhão de deslocados. Negociações para o fim definitivo da guerra entre EUA e Irã, mediadas pelo Paquistão, ocorrerão em Islamabad, com as exigências iranianas incluindo não agressão, controle sobre o Estreito de Ormuz, aceitação do enriquecimento de urânio e retirada das forças dos EUA da região, o que representa um grande abismo em relação às expectativas americanas.
G1 Mundo • 8 abr, 13:32
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