O presidente da Câmara, Hugo Motta, recorreu a uma manobra regimental para assegurar a aprovação da PEC que extingue a escala 6x1. Ao utilizar uma emenda aglutinativa, a cúpula da Câmara impediu que destaques apresentados pelo PL, que sugeriam alterações mais drásticas na jornada, fossem votados individualmente. A medida foi articulada em conjunto com o governo federal para evitar o constrangimento político de rejeitar propostas populares em um ano eleitoral, classificando as iniciativas da oposição como manobras eleitoreiras. O texto final aprovado prevê a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais e a transição para o modelo 5x2 em um prazo de dois meses. Embora a estratégia tenha garantido o avanço da pauta, o uso do mecanismo gerou divergências entre técnicos da Casa sobre a legalidade e os precedentes abertos para futuras votações de PECs.
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