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Hugo Motta e governo Lula articulam fim da escala 6x1 via modelo tributário

Presidente da Câmara propõe dividir mudanças entre PEC e projeto de lei, enfrentando críticas de setores industriais sobre a viabilidade da medida.

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Foto: Folha de São Paulo - Mercado
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13/05 às 11:04 · atualizado há 2m

Pontos principais

  • Hugo Motta e o governo Lula firmaram acordo para tramitação conjunta de propostas sobre a escala 6x1.
  • A estratégia prevê dividir as mudanças entre uma PEC e um projeto de lei, replicando o modelo da reforma tributária.
  • O plano incentiva a resolução de exceções específicas por meio de negociações coletivas entre trabalhadores e empresas.
  • Paulo Skaf, presidente da Fiesp, criticou o acordo, alegando que Motta desconhece a realidade do setor produtivo.
  • A Fiesp afirma que representantes da indústria não foram devidamente ouvidos durante a articulação do projeto.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, articulou com o governo federal uma estratégia para viabilizar o fim da escala de trabalho 6x1, utilizando como referência o modelo de tramitação da reforma tributária. A proposta consiste em dividir as alterações entre uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), que tratará das diretrizes gerais, e um projeto de lei do governo, que detalhará as normas complementares. Esse formato busca conciliar as diversas propostas já apensadas na Casa e agilizar a votação no Legislativo, permitindo que detalhes operacionais e exceções setoriais sejam resolvidos por meio de negociações coletivas.

A iniciativa, considerada uma das principais apostas políticas do governo Lula para o atual período, tem enfrentado resistência de lideranças empresariais. Paulo Skaf, presidente da Fiesp, manifestou forte descontentamento com a decisão de levar o projeto à votação. Segundo Skaf, o presidente da Câmara desconhece a realidade do setor produtivo brasileiro e a entidade argumenta que os representantes industriais não foram devidamente ouvidos durante o processo de negociação. O debate reflete o esforço de articulação do governo para garantir a aprovação de pautas trabalhistas de alto impacto social, ao mesmo tempo em que enfrenta pressões de setores que questionam os impactos econômicos da mudança na jornada de trabalho.

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