Tesouro pede mais informações para aval de empréstimo do BRB; Câmara do DF reduz imóveis
O Tesouro Nacional solicitou mais dados ao GDF para analisar o pedido de garantia da União para um empréstimo de R$ 6,6 bilhões ao BRB, enquanto a Câmara do DF aprovou a redução de imóveis para cobrir o déficit do banco.
Pontos principais
- O governo do Distrito Federal (GDF) solicitou ao Tesouro Nacional a garantia da União para um empréstimo de R$ 6,6 bilhões do FGC ao BRB.
- O empréstimo visa recompor o patrimônio do BRB, afetado por operações com o Banco Master e a operação Compliance Zero.
- O secretário do Tesouro Nacional, Daniel Cardoso Leal, confirmou o pedido e indicou que a documentação está incompleta.
- A recusa se baseia na nota 'C' do Distrito Federal na Capacidade de Pagamento (Capag), sendo que o Tesouro só avaliza operações para notas 'A' ou 'B'.
- A Câmara Legislativa do DF aprovou um projeto que diminui em R$ 2,9 bilhões o valor de imóveis para cobrir o rombo do Banco Master no BRB.
- A governadora Celina Leão apresentou uma nova proposta, retirando a "Gleba A" (Serrinha do Paranoá) e um terreno no SIA da lista de imóveis.
- Os imóveis restantes foram estimados em R$ 3,654 bilhões, sem avaliação atualizada.
- Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, se reunirá com a governadora Celina Leão para discutir a situação do BRB.
O Tesouro Nacional solicitou mais informações ao governo do Distrito Federal (GDF) para analisar o pedido de garantia da União para um empréstimo de R$ 6,6 bilhões ao Banco de Brasília (BRB). A solicitação, formalizada pela governadora Celina Leão, visa recompor o patrimônio do BRB, que foi impactado por operações com o Banco Master e a operação Compliance Zero. O secretário do Tesouro Nacional, Daniel Cardoso Leal, afirmou que a documentação apresentada está incompleta para análise formal, sendo que o pedido de aval foi enviado ao Ministério da Fazenda.
Paralelamente, a Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou um projeto que reduz o escopo de imóveis destinados a cobrir o déficit de R$ 2,9 bilhões do Banco Master no BRB. A proposta anterior, do ex-governador Ibaneis Rocha, previa nove imóveis no valor de R$ 6,6 bilhões, mas foi questionada judicialmente. A governadora Celina Leão apresentou uma nova proposta, retirando a "Gleba A" (Serrinha do Paranoá) e um terreno no SIA da lista de imóveis, com os restantes estimados em R$ 3,654 bilhões, sem avaliação atualizada.
A principal razão para a provável negativa do Tesouro é a baixa classificação do Distrito Federal na Capacidade de Pagamento (Capag), que atualmente é 'C'. O Tesouro Nacional só concede aval para operações de entes federativos com notas 'A' ou 'B'. Para melhorar sua Capag, o GDF precisaria aderir ao Plano de Promoção do Equilíbrio Fiscal (PEF), mas está impedido de fazê-lo em 2026, por ser um ano eleitoral. O empréstimo seria tomado pelo GDF, acionista controlador do BRB, e repassado ao banco. A governadora Celina Leão também solicitou uma reunião com o presidente Lula para discutir a crise do BRB, e Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, se reunirá com a governadora e outros representantes para discutir a situação.
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