O governo federal anunciou a abertura de processos administrativos sancionadores contra o iFood e a Keeta devido ao suposto descumprimento de normas de transparência nos repasses financeiros. Segundo o ministro Guilherme Boulos, as plataformas falham em informar adequadamente os valores retidos, uma exigência da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) para garantir clareza na composição de preços entre a plataforma, o estabelecimento e o entregador. A medida foi impulsionada por um volume crescente de queixas apresentadas por trabalhadores do setor ao governo, enquanto Uber e 99 já operam em conformidade com a portaria vigente.
Em resposta à notificação, a Keeta emitiu um comunicado oficial defendendo sua postura. A empresa contrapôs a decisão do governo, alegando que respeita integralmente as regras de transparência exigidas e que mantém um canal de diálogo aberto com as autoridades reguladoras. As companhias notificadas possuem um prazo de 20 dias para apresentar defesa formal ou adequar seus sistemas, sob pena de multas que podem chegar a R$ 14 milhões. Além das duas empresas citadas, a Senacon mantém outras nove plataformas de entrega sob monitoramento rigoroso para assegurar a proteção ao consumidor e a clareza nas relações comerciais.
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