Enquanto o Brasil discute a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6x1, a Argentina adotou uma postura distinta com a implementação de uma reforma trabalhista em fevereiro. A nova legislação permite jornadas de até 12 horas por dia, uma medida que visa a modernização do mercado laboral em um cenário marcado por altas taxas de informalidade. A decisão, contudo, coloca o país na contramão das tendências globais que buscam a diminuição da carga horária semanal. A reforma tem gerado controvérsias significativas, sendo alvo de protestos e críticas por parte de sindicatos e setores da sociedade civil que argumentam que as mudanças representam uma retirada de direitos fundamentais dos trabalhadores. O caso argentino destaca a divergência nas políticas de trabalho na América Latina, refletindo visões opostas sobre como equilibrar a produtividade econômica com a proteção social.
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