Argentina aprova reforma trabalhista com jornadas de até 12 horas
Nova legislação argentina flexibiliza jornadas e direitos trabalhistas, enquanto o Brasil debate a redução da carga horária e o fim da escala 6x1.
Pontos principais
- A reforma argentina autoriza jornadas de até 12 horas diárias, mantendo o limite semanal de 48 horas.
- A lei altera o cálculo de indenizações por demissão e facilita a contratação de motoristas e entregadores como autônomos.
- Sindicatos e oposição contestam a medida, classificando-a como um retrocesso de direitos fundamentais.
- No Brasil, o Legislativo articula a aprovação de uma PEC para acabar com a escala 6x1 e reduzir a jornada semanal para 40 horas.
- Especialistas apontam que a Argentina segue na contramão da tendência regional e global de redução da carga horária de trabalho.
Enquanto o Brasil discute a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6x1, a Argentina implementou uma reforma trabalhista que flexibiliza as relações laborais. A nova legislação permite jornadas de até 12 horas diárias e altera o cálculo de indenizações por demissão, além de facilitar a contratação de motoristas e entregadores como autônomos. A medida, que visa modernizar o mercado em um cenário de alta informalidade, tem gerado protestos de sindicatos que apontam a supressão de direitos dos trabalhadores. A decisão coloca o país na contramão das tendências globais e regionais de redução da carga horária. Economistas questionam a eficácia da reforma em gerar empregos formais, enfatizando que o crescimento econômico real permanece como o principal desafio para a estabilidade do mercado de trabalho argentino.
Comentários
Carregando comentários...
