A reforma trabalhista proposta por Javier Milei na Argentina foi aprovada no Senado e agora tramita na Câmara, gerando debates e protestos sobre seus impactos na flexibilização de contratos e direitos trabalhistas.
A reforma trabalhista proposta pelo governo de Javier Milei na Argentina deu um passo significativo ao ser aprovada no Senado, e agora segue para a Câmara dos Deputados, onde a votação é esperada até 1º de março. A proposta visa flexibilizar contratos, jornadas e férias, além de ampliar o período de experiência e impor restrições a greves. Embora algumas alterações tenham sido negociadas, como a remoção da permissão para pagamento de salários em moeda estrangeira, o projeto continua a ser alvo de intensos debates e protestos, com manifestantes entrando em confronto com a polícia em Buenos Aires e sindicatos alertando para a potencial precarização dos direitos trabalhistas.
O governo de Milei defende que a reforma é crucial para a estabilização macroeconômica e para combater a alta informalidade no mercado de trabalho argentino, buscando reverter a perda de empregos formais. Contudo, críticos e especialistas alertam para os riscos de enfraquecimento sindical e precarização das condições de trabalho. A proposta não se aplica a servidores públicos, exceto em regras sobre greve em serviços essenciais, e sua implementação pode ter profundas implicações para o futuro do mercado de trabalho no país.