PF aponta uso de milicianos e espionagem por dono do Banco Master
Investigações da Operação Compliance Zero revelam que Daniel Vorcaro financiava grupos criminosos para ameaças, espionagem e corrupção de agentes.
Pontos principais
- A Operação Compliance Zero investiga Daniel Vorcaro por financiar milicianos e operadores do jogo do bicho para intimidar desafetos.
- O esquema era dividido entre 'A Turma', focada em ameaças físicas, e 'Os Meninos', grupo especializado em ataques cibernéticos e monitoramento.
- A PF aponta o pagamento de 'bônus de final de ano' aos criminosos e o envolvimento de policiais no vazamento de dados sigilosos do sistema e-Pol.
- A delegada Valéria Vieira Pereira da Silva foi afastada do cargo sob suspeita de violação de sigilo funcional em favor da estrutura do banqueiro.
- O inquérito apura crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos, com a sexta fase cumprindo 24 mandados judiciais.
A sexta fase da Operação Compliance Zero aprofundou as investigações sobre o envolvimento de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, com uma estrutura criminosa paralela. Segundo a Polícia Federal, o banqueiro financiava dois núcleos distintos: 'A Turma', responsável por ameaças físicas a adversários, e 'Os Meninos', grupo especializado em espionagem e ataques cibernéticos. Documentos indicam que Vorcaro pagava bônus financeiros aos integrantes, que incluíam policiais da ativa e aposentados. Entre os desdobramentos, a delegada Valéria Vieira Pereira da Silva foi afastada por suspeita de vazar dados do sistema e-Pol para o grupo. O caso, sob relatoria do ministro André Mendonça no STF, apura uma rede complexa de corrupção, lavagem de dinheiro e violação de sigilo, visando desarticular a estrutura de vigilância ilegal mantida pelo empresário, que já se encontra preso.
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