Moraes vota para tornar réus policiais acusados de obstruir caso Marielle
Ministro do STF vota pela abertura de ação penal contra três policiais suspeitos de interferir nas investigações do caso Marielle Franco.
Pontos principais
- O julgamento ocorre no plenário virtual da Primeira Turma do STF e segue até o dia 22 de maio.
- Rivaldo Barbosa, Giniton Lages e Marco Antonio de Barros Pinto respondem por associação criminosa armada e obstrução de justiça.
- A PGR aponta que o grupo teria manipulado depoimentos, ocultado provas e incriminado inocentes para proteger os mandantes do crime.
- As defesas dos acusados negam as acusações, alegando falta de provas e questionando a competência do foro.
- Em fevereiro de 2026, os irmãos Brazão e outros envolvidos já haviam sido condenados pelo homicídio da vereadora.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou a favor de transformar em réus três policiais investigados por obstrução de justiça e associação criminosa no caso Marielle Franco e Anderson Gomes. O julgamento, em curso no plenário virtual da Primeira Turma, analisa a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra os delegados Rivaldo Barbosa e Giniton Lages, além do comissário Marco Antonio de Barros Pinto. Segundo a acusação, o grupo utilizou seus cargos para desviar o foco das investigações, manipular depoimentos e desaparecer com provas, visando assegurar a impunidade dos mandantes do crime.
Em seu voto, Moraes destacou a existência de indícios robustos de autoria e materialidade, acolhendo a tese de que os agentes atuaram para proteger milicianos e incriminar falsamente terceiros. As defesas dos acusados contestam a validade das acusações e a competência do foro para julgar o caso. O processo avança no Judiciário após a condenação, em fevereiro de 2026, dos mandantes do crime, incluindo os irmãos Brazão e o próprio delegado Rivaldo Barbosa, que já respondia por outros desdobramentos da investigação.
Comentários
Carregando comentários...
