O assassinato de Marielle Franco, vereadora do Rio de Janeiro, e seu motorista Anderson Gomes, em 14 de março de 2018, tornou-se um símbolo da violência política no Brasil. Os executores, Ronnie Lessa e Élcio Queiroz, foram condenados em outubro de 2024, mas a investigação dos mandantes tem sido complexa e prolongada. Atualmente, Domingos Brazão e Chiquinho Brazão são acusados de serem os mandantes, e o ex-chefe da Polícia Civil, Rivaldo Barbosa, é investigado por obstrução de justiça e por supostamente ter aderido previamente ao plano do assassinato. O caso, que envolve acusações de associação criminosa e tentativas de atrapalhar as investigações, está em fase de julgamento dos mandantes pelo STF.
O assassinato de Marielle Franco, vereadora do Rio de Janeiro, e de seu motorista, Anderson Gomes, ocorreu em 14 de março de 2018. O caso gerou grande repercussão nacional e internacional, tornando-se um símbolo da violência política no Brasil e da luta por justiça. A investigação sobre os mandantes do crime tem sido longa e complexa, com diversas fases e prisões, e também se estende à apuração de tentativas de obstrução da justiça. Os executores do crime, Ronnie Lessa e Élcio Queiroz, foram condenados em outubro de 2024.
Marielle Franco, socióloga e ativista dos direitos humanos, foi eleita vereadora pelo PSOL em 2016, tornando-se uma voz proeminente na defesa de minorias e na denúncia da violência policial no Rio de Janeiro. Seu assassinato, ocorrido no bairro do Estácio, na região central do Rio, levantou imediatamente suspeitas de motivação política. As investigações iniciais levaram à prisão de Ronnie Lessa e Élcio Queiroz, acusados de serem os executores do crime. Ronnie Lessa foi condenado a 78 anos e 9 meses de prisão, e Élcio Queiroz a 59 anos e 8 meses. Posteriormente, as apurações avançaram para identificar os mandantes. Em janeiro de 2026, a prisão preventiva de Domingos Brazão foi mantida, sob a acusação de ser um dos mandantes do assassinato. Brazão também é investigado por organização criminosa armada, juntamente com seu irmão Chiquinho Brazão. Em fevereiro de 2026, a Procuradoria-Geral da República denunciou três policiais civis por associação criminosa e obstrução de justiça, acusados de criar um esquema para atrapalhar as investigações do caso. No mesmo mês, o Ministério Público Federal (MPF) apresentou uma segunda denúncia contra o delegado Rivaldo Barbosa, o também delegado Giniton Lages e o comissário de polícia Marco Antonio Pinto Barros, acusando-os de associação criminosa e obstrução de justiça na apuração do duplo homicídio e da tentativa de homicídio da assessora da parlamentar, Fernanda Chaves. Esta nova denúncia, originada do Inquérito 4.954 no STF, detalha que os acusados teriam formado uma associação criminosa na Polícia Civil do Rio para garantir a impunidade de homicídios praticados por organizações criminosas, por meio da ocultação de provas, incriminação de inocentes e uso de testemunhos falsos. O MPF aponta que Rivaldo Barbosa, quando diretor da Divisão de Homicídios, teria aderido previamente ao plano de assassinato de Marielle Franco, comprometendo-se a garantir impunidade aos autores do crime. Familiares de Marielle Franco expressaram surpresa com o envolvimento de Rivaldo Barbosa, que, segundo a mãe de Marielle, Marinete Silva, "bateu nas nossas costas e prometeu que era uma questão de honra resolver o caso da minha filha". A família espera um resultado positivo do julgamento dos mandantes após quase oito anos do crime. Ministros do STF veem o julgamento dos mandantes como uma oportunidade para a Corte abordar um tema com apoio popular e aliviar tensões internas.