Marielle Franco, socióloga e ativista dos direitos humanos, foi eleita vereadora pelo PSOL em 2016, tornando-se uma voz proeminente na defesa de minorias e na denúncia da violência policial no Rio de Janeiro. Seu assassinato, ocorrido no bairro do Estácio, na região central do Rio, levantou imediatamente suspeitas de motivação política. As investigações iniciais levaram à prisão de Ronnie Lessa e Élcio Queiroz, acusados de serem os executores do crime. Posteriormente, as apurações avançaram para identificar os mandantes. Em janeiro de 2026, a prisão preventiva de Domingos Brazão foi mantida, sob a acusação de ser um dos mandantes do assassinato. Brazão também é investigado por organização criminosa armada, juntamente com seu irmão. Em fevereiro de 2026, a Procuradoria-Geral da República denunciou três policiais civis por associação criminosa e obstrução de justiça, acusados de criar um esquema para atrapalhar as investigações do caso. No mesmo mês, o Ministério Público Federal (MPF) apresentou uma segunda denúncia contra o delegado Rivaldo Barbosa, o também delegado Giniton Lages e o comissário de polícia Marco Antonio Pinto Barros, acusando-os de associação criminosa e obstrução de justiça na apuração do duplo homicídio e da tentativa de homicídio da assessora da parlamentar, Fernanda Chaves. Esta nova denúncia, originada do Inquérito 4.954 no STF, detalha que os acusados teriam formado uma associação criminosa na Polícia Civil do Rio para garantir a impunidade de homicídios praticados por organizações criminosas, por meio da ocultação de provas, incriminação de inocentes e uso de testemunhos falsos. O MPF aponta que Rivaldo Barbosa, quando diretor da Divisão de Homicídios, teria aderido previamente ao plano de assassinato de Marielle Franco, comprometendo-se a garantir impunidade aos autores do crime.