STF forma maioria para tornar réus policiais no caso Marielle
A Primeira Turma do STF aceita denúncia contra três policiais civis acusados de obstruir as investigações sobre o assassinato de Marielle Franco.
Pontos principais
- A denúncia da PGR mira os delegados Rivaldo Barbosa e Giniton Lages, além do comissário Marco Antonio de Barros Pinto.
- Os acusados são apontados por integrar organização criminosa que ocultou provas e incriminou inocentes para proteger os mandantes do crime.
- Os ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Flávio Dino votaram pelo recebimento da denúncia, restando apenas o voto de Cármen Lúcia.
- Os irmãos Domingos e Chiquinho Brazão, apontados como mentores do crime, já foram condenados a mais de 76 anos de prisão.
- As defesas negam as acusações, alegando falta de provas e questionando a competência do STF para julgar o caso.
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para tornar réus três policiais civis por obstrução de justiça no caso Marielle Franco e Anderson Gomes. A denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) acusa os delegados Rivaldo Barbosa e Giniton Lages, além do comissário Marco Antonio de Barros Pinto, de integrarem uma organização criminosa que buscava blindar os mandantes do crime, ocultando provas e incriminando inocentes. O caso, que já resultou na condenação dos irmãos Domingos e Chiquinho Brazão a mais de 76 anos de prisão, ganha um novo capítulo com a abertura da ação penal contra os agentes. Com os votos favoráveis de Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Flávio Dino, o colegiado aguarda apenas o posicionamento da ministra Cármen Lúcia. As defesas dos acusados refutam as alegações, sustentando a ausência de provas e questionando a competência da Corte.
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