A taxa de desemprego no Brasil atingiu 5,8% no trimestre encerrado em abril de 2026, conforme dados divulgados pelo IBGE. O resultado, que marca o menor nível histórico para o período desde o início da série em 2012, reverte a tendência de alta observada no primeiro trimestre do ano. Embora represente uma elevação de 0,4 ponto percentual frente aos 5,4% registrados até janeiro, o indicador superou as expectativas de analistas, que projetavam uma taxa de 5,9%, e apresentou melhora significativa na comparação anual, com queda de 0,8 ponto percentual em relação aos 6,6% observados no mesmo período de 2025. O IBGE destacou que a oscilação trimestral é influenciada por fatores sazonais, comuns após o encerramento das contratações temporárias de fim de ano no setor de comércio e serviços.
Mesmo com o recuo na população ocupada, que soma 102,3 milhões de pessoas, o mercado de trabalho brasileiro demonstra resiliência. O rendimento real habitual dos trabalhadores atingiu o patamar recorde de R$ 3.732, enquanto a taxa de informalidade registrou queda, passando de 37,5% para 37,2% no período. Com um nível de ocupação de 58,4%, o país contabiliza 6,3 milhões de desempregados e 39,3 milhões de trabalhadores com carteira assinada. A taxa de subutilização da força de trabalho situou-se em 13,8%, consolidando-se como um indicador central para a análise da saúde econômica do país.
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