Taxa de desemprego no Brasil fica em 5,8% no trimestre até abril
A taxa de desemprego atingiu 5,8% no trimestre encerrado em abril de 2026, o menor nível histórico para o período desde 2012, segundo o IBGE.
Pontos principais
- A taxa de desocupação atingiu 5,8% no trimestre encerrado em abril de 2026, o menor patamar histórico para o período desde 2012.
- O resultado superou a mediana das projeções de mercado, que era de 5,9%.
- O rendimento real habitual dos trabalhadores atingiu o recorde de R$ 3.732, com alta anual de 5,3%.
- A massa de rendimento real habitual somou R$ 377 bilhões, registrando crescimento de 6,5% no comparativo anual.
- A taxa de informalidade recuou para 37,2%, enquanto o número de empregados com carteira assinada no setor privado soma 39,3 milhões.
- A resiliência do mercado é atribuída pelo IBGE à diversificação da produção e à demanda por trabalhadores em múltiplos setores.
- Conflitos internacionais, como a guerra no Oriente Médio, ainda não impactaram significativamente o mercado de trabalho brasileiro.
A taxa de desemprego no Brasil atingiu 5,8% no trimestre encerrado em abril de 2026, conforme dados do IBGE. O resultado marca o menor nível histórico para o período desde o início da série em 2012. Embora represente uma elevação de 0,4 ponto percentual frente aos 5,4% registrados até janeiro, o indicador superou as expectativas de analistas e apresentou melhora significativa na comparação anual, com queda de 0,8 ponto percentual em relação aos 6,6% observados no mesmo período de 2025. O IBGE destacou que a oscilação trimestral é influenciada por fatores sazonais, comuns após o encerramento das contratações temporárias de fim de ano.
O mercado de trabalho brasileiro demonstra resiliência, sustentada pela diversificação da produção e pela demanda por trabalhadores em múltiplos setores da economia. Mesmo com um recuo pontual de 0,3% na população ocupada, que soma 102,3 milhões de pessoas, os indicadores de renda e formalização permanecem sólidos. O rendimento real habitual dos trabalhadores atingiu o patamar recorde de R$ 3.732, mantendo estabilidade no trimestre e um crescimento anual de 5,3%. Paralelamente, a massa de rendimento real habitual somou R$ 377 bilhões, com alta de 6,5% no comparativo anual.
A taxa de informalidade registrou queda, passando de 37,5% para 37,2% no período, enquanto o número de empregados com carteira assinada no setor privado manteve-se estável em 39,3 milhões. A taxa de subutilização da força de trabalho situou-se em 13,8%, consolidando-se como um indicador central para a análise da saúde econômica do país. Segundo avaliações técnicas, os efeitos de instabilidades geopolíticas, como a guerra no Oriente Médio, ainda não geraram impactos significativos no mercado de trabalho doméstico, que segue operando com base em dinâmicas internas de oferta e demanda.
Tópicos relacionados
Comentários
Carregando comentários...
