A taxa de desocupação no Brasil permaneceu em 5,4% no trimestre encerrado em janeiro de 2026, o menor nível para o período, com aumento na população ocupada e rendimentos recordes.
A taxa de desocupação no Brasil manteve-se em 5,4% no trimestre encerrado em janeiro de 2026, conforme divulgado pelo IBGE através da Pnad Contínua. Este patamar representa o menor nível para o período desde o início da série histórica comparável, evidenciando uma estabilidade em relação ao trimestre anterior e uma queda significativa de 1,1 ponto percentual na comparação anual. O dado também se alinhou às expectativas do mercado, que previa uma taxa de 5,4% para o período. A população desocupada somou 5,9 milhões de pessoas, o menor contingente da série, estável no trimestre, mas com uma redução de 17,1% em relação ao ano anterior, indicando uma melhora no cenário do mercado de trabalho.
Paralelamente, a população ocupada alcançou 102,7 milhões de pessoas, o maior contingente da série comparável, mantendo-se estável no trimestre e registrando um aumento de 1,7% em comparação com o ano anterior. O rendimento real habitual também apresentou crescimento, atingindo R$ 3.652, o mais alto da série, com alta de 2,8% no trimestre e 5,4% na comparação anual. A massa de rendimento real habitual também registrou recorde, chegando a R$ 370,3 bilhões, com crescimento de 2,9% no trimestre e 7,3% no ano. Setores como informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas foram os que mais contribuíram para o aumento da ocupação, apesar da taxa de informalidade ainda elevada, em 37,5% da população ocupada.