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Lula autoriza Rio a trocar regime fiscal por novo programa de dívidas

O presidente Lula autorizou o Rio de Janeiro a trocar o Regime de Recuperação Fiscal pelo Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados, aliviando as contas do estado.

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Foto: Agência Brasil - EBC
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05/05 às 21:01 · atualizado 06/05 às 09:01

Pontos principais

  • O Rio de Janeiro foi autorizado a aderir ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados e do Distrito Federal (Propag).
  • A mudança permite ao estado renegociar sua dívida com a União, ampliando o prazo de pagamento para até 30 anos e reduzindo encargos.
  • O pagamento mensal da dívida do Rio de Janeiro com a União cairá de R$ 436 milhões para R$ 119 milhões.
  • A dívida total do estado do Rio de Janeiro com a União é de R$ 203,3 bilhões.
  • A adesão inclui contrapartidas na educação, destinando recursos ao programa "Juros por Educação" para investimentos em formação técnica.
  • O processo de adesão ainda requer o cumprimento de etapas jurídicas e a avaliação de ativos para abatimento da dívida.

O presidente Lula autorizou, nesta terça-feira (5 de maio de 2026), o estado do Rio de Janeiro a trocar o Regime de Recuperação Fiscal (RRF) pelo Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados e do Distrito Federal (Propag). A medida permite que o Rio renegocie sua dívida com a União sob novas condições, incluindo a ampliação do prazo de pagamento para até 30 anos e a redução de encargos financeiros. O governador em exercício, Ricardo Couto, se reuniu com o presidente Lula para tratar da adesão, que busca ser concretizada até o fim de junho.

Essa mudança trará um alívio imediato nas contas públicas do Rio, reduzindo o pagamento mensal da dívida de R$ 436 milhões para R$ 119 milhões. Sem decisões judiciais, o estado desembolsaria R$ 1,14 bilhão por mês, e com o Propag, a estimativa é de uma melhora de R$ 1 bilhão mensal no fluxo de caixa. O secretário da Fazenda, Guilherme Mercês, destacou que o Propag viabiliza o fluxo de caixa do estado, cuja dívida total com a União é de R$ 203,3 bilhões.

A adesão inclui contrapartidas na educação, destinando recursos ao programa "Juros por Educação" para investimentos em formação técnica. O novo modelo integra uma estratégia federal para reestruturar dívidas estaduais, focando em equilíbrio fiscal e investimentos em políticas públicas. O processo de adesão ainda requer o cumprimento de etapas jurídicas e a avaliação de ativos para abatimento da dívida.

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