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Cruzeiro com surto de hantavírus tem 3 mortes e casos suspeitos em 3 países

Três pessoas morreram em um cruzeiro com surto de hantavírus, levando ao desembarque de passageiros em Santa Helena e investigações de casos suspeitos nos EUA, Holanda e Singapura.

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Foto: BBC World
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07/05 às 06:05 · atualizado 11:04

Pontos principais

  • A OMS confirmou cinco casos de hantavírus no cruzeiro MV Hondius, com três mortes registradas a bordo.
  • Cerca de 40 passageiros desembarcaram de um navio de cruzeiro em Santa Helena devido a um surto de Hantavírus, e 29 não retornaram ao navio.
  • Uma mulher de 69 anos que desembarcou do MV Hondius em Santa Helena morreu de hantavírus na África do Sul.
  • Autoridades nos EUA, Holanda, Singapura e França investigam casos suspeitos de hantavírus em pacientes que não estiveram no cruzeiro, mas tiveram contato com passageiros ou suas viúvas.
  • A cepa andina de hantavírus, transmissível entre humanos, foi confirmada em passageiros do cruzeiro.
  • A origem do contágio pode ter sido um voo em Johanesburgo, África do Sul, antes do embarque no cruzeiro.
  • A Organização Mundial da Saúde (OMS) colabora com os países para rastreamento de contatos e contenção da disseminação.
  • A OMS considera a ameaça à saúde pública baixa, reforçando que o hantavírus raramente é transmitido entre pessoas.

Cerca de 40 passageiros desembarcaram de um navio de cruzeiro na ilha de Santa Helena, um território britânico no Atlântico Sul, após um surto de Hantavírus a bordo. O desembarque ocorreu após a morte de três pessoas no cruzeiro MV Hondius, com a OMS confirmando cinco casos da doença entre os oito suspeitos. Entre os passageiros que deixaram a embarcação estava a esposa de um homem holandês que veio a óbito devido à doença. O governo da Holanda confirmou o desembarque, que gerou preocupações de saúde pública para os moradores da ilha, especialmente porque 29 dos passageiros desembarcados não retornaram ao navio. A origem do contágio pode ter sido um voo em Johanesburgo, África do Sul, antes do embarque no cruzeiro.

Uma mulher de 69 anos que havia desembarcado do MV Hondius em Santa Helena morreu de hantavírus na África do Sul, intensificando a corrida das autoridades para localizar e monitorar a saúde de outros passageiros que deixaram o navio na ilha. Além dos casos ligados ao cruzeiro, autoridades nos Estados Unidos, Holanda, Singapura e França estão investigando pacientes com suspeita de hantavírus que não estiveram no MV Hondius, mas tiveram contato com passageiros ou suas viúvas. A cepa andina de hantavírus, transmissível entre humanos, foi confirmada em passageiros do cruzeiro, elevando a gravidade da situação.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) está colaborando com os países para rastreamento de contatos e contenção da disseminação da doença. As autoridades na África do Sul e na Europa também estão tentando rastrear os contatos dos passageiros que deixaram o navio, com o objetivo de monitorar a saúde e prevenir a propagação do vírus, que é raro, mas potencialmente fatal. Apesar da gravidade, a OMS considera a ameaça à saúde pública baixa e reforça que não se trata de uma nova pandemia como a Covid-19, pois o hantavírus raramente é transmitido entre pessoas.

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