Cerca de 40 passageiros desembarcaram de um navio de cruzeiro na ilha de Santa Helena, um território britânico no Atlântico Sul, após um surto de Hantavírus a bordo. O desembarque ocorreu após a morte de três pessoas no cruzeiro MV Hondius, com a OMS confirmando cinco casos da doença entre os oito suspeitos. Entre os passageiros que deixaram a embarcação estava a esposa de um homem holandês que veio a óbito devido à doença. O governo da Holanda confirmou o desembarque, que gerou preocupações de saúde pública para os moradores da ilha, especialmente porque 29 dos passageiros desembarcados não retornaram ao navio. A origem do contágio pode ter sido um voo em Johanesburgo, África do Sul, antes do embarque no cruzeiro.
Uma mulher de 69 anos que havia desembarcado do MV Hondius em Santa Helena morreu de hantavírus na África do Sul, intensificando a corrida das autoridades para localizar e monitorar a saúde de outros passageiros que deixaram o navio na ilha. Além dos casos ligados ao cruzeiro, autoridades nos Estados Unidos, Holanda, Singapura e França estão investigando pacientes com suspeita de hantavírus que não estiveram no MV Hondius, mas tiveram contato com passageiros ou suas viúvas. A cepa andina de hantavírus, transmissível entre humanos, foi confirmada em passageiros do cruzeiro, elevando a gravidade da situação.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) está colaborando com os países para rastreamento de contatos e contenção da disseminação da doença. As autoridades na África do Sul e na Europa também estão tentando rastrear os contatos dos passageiros que deixaram o navio, com o objetivo de monitorar a saúde e prevenir a propagação do vírus, que é raro, mas potencialmente fatal. Apesar da gravidade, a OMS considera a ameaça à saúde pública baixa e reforça que não se trata de uma nova pandemia como a Covid-19, pois o hantavírus raramente é transmitido entre pessoas.
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