A equipe econômica prevê que os gastos públicos em 2026 atingirão R$ 2,63 trilhões, representando um crescimento real de 7,95%, ou R$ 194 bilhões. Esse aumento é 3,2 vezes maior do que o limite de 2,5% estabelecido pelo arcabouço fiscal, conforme o Projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027. O Ministério da Fazenda atribui essa diferença a despesas que não estão sujeitas ao limite da regra fiscal, a um período de cálculo distinto e à etapa de execução da despesa.
Instituições como a Instituição Fiscal Independente (IFI) e a Consultoria de Orçamento da Câmara dos Deputados expressam preocupação com o enfraquecimento do arcabouço fiscal devido ao crescente número de exceções. A maior parte da pressão sobre os gastos vem das despesas previdenciárias, com alta real de 7,6%, e dos gastos com servidores públicos, que devem crescer quase 12% em termos reais. Para cumprir a meta fiscal, o governo terá que reduzir gastos discricionários, como investimentos em infraestrutura e bolsas de estudo, enquanto o crescimento dos gastos e a alta taxa de juros (14,5% ao ano) continuam a pressionar a dívida pública brasileira.
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