Os gastos administrativos do governo brasileiro alcançarão R$ 72,7 bilhões em 2025, o maior patamar em nove anos, pressionando o orçamento e limitando investimentos.
Os gastos administrativos da máquina pública brasileira estão projetados para atingir R$ 72,7 bilhões em 2025, marcando o maior valor em nove anos, após correção pela inflação. Essas despesas, que englobam itens como água, energia, telefone, serviços de limpeza, vigilância, combustíveis, TI, aluguel, diárias e serviços bancários, representam um desafio significativo para o orçamento federal. Historicamente, essas despesas foram elevadas durante o governo Dilma Rousseff, diminuíram nas gestões Temer e Bolsonaro, e voltaram a crescer no terceiro mandato do presidente Lula.
O aumento desses gastos é particularmente preocupante devido às regras do arcabouço fiscal, que limitam o crescimento das despesas livres a 2,5% ao ano. Com os gastos obrigatórios, como previdência e salários de servidores, crescendo acima desse limite, o espaço para investimentos e outras despesas discricionárias é cada vez mais comprimido. Para 2026, o governo terá uma margem de R$ 129,2 bilhões para gastos livres, mas a alocação de mais de R$ 70 bilhões para despesas administrativas reduz drasticamente a capacidade de investimento em outras áreas essenciais, projetando um cenário difícil para a execução de despesas discricionárias.