O governo federal anunciou um bloqueio adicional de R$ 22,1 bilhões no Orçamento de 2026, elevando o montante total de despesas retidas para R$ 23,7 bilhões. A decisão é necessária para adequar o orçamento às regras do arcabouço fiscal e garantir o cumprimento do limite de despesas primárias, fixado em R$ 2,4 trilhões. O ajuste reflete a pressão exercida pelo aumento das despesas obrigatórias, como o pagamento de benefícios previdenciários e o Benefício de Prestação Continuada (BPC), além de buscar recursos para a redução da fila de espera do INSS.
Embora o governo tenha registrado uma economia de R$ 3,8 bilhões nas previsões de gastos com o funcionalismo público, a necessidade de contenção permanece elevada. As projeções fiscais indicam um superávit primário de R$ 4,1 bilhões, contudo, ao considerar o impacto dos precatórios, o déficit projetado atinge R$ 60,3 bilhões. O bloqueio incide exclusivamente sobre despesas discricionárias, como investimentos e custeio administrativo, mantendo os gastos obrigatórios preservados. O detalhamento do impacto por ministério será oficializado por decreto presidencial no dia 29 de maio, consolidando a estratégia para manter o equilíbrio das contas públicas em ano eleitoral.
Agência Brasil - EBC • 22 mai, 15:51
UOL - Economia • 22 mai, 15:07
Folha de São Paulo - Mercado • 22 mai, 15:08
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