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Governo bloqueia R$ 22,1 bilhões no Orçamento de 2026

O governo retém R$ 23,7 bilhões em despesas para cumprir o arcabouço fiscal, citando a necessidade de credibilidade e o ajuste de projeções de receita.

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Foto: G1 Política
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22/05 às 15:32 · atualizado há 1m

Pontos principais

  • O bloqueio adicional de R$ 22,1 bilhões eleva a retenção total de despesas para R$ 23,7 bilhões.
  • A medida visa acomodar o crescimento de despesas obrigatórias e garantir o cumprimento do limite fiscal de R$ 2,4 trilhões.
  • O governo retirou das projeções de receita o leilão de áreas do pré-sal, estimado em R$ 31 bilhões.
  • Gastos extraordinários com combustíveis elevaram as projeções de despesas, segundo a equipe econômica.
  • O contingenciamento afeta investimentos, custeio, universidades e bolsas de pesquisa.
  • A projeção de déficit primário para 2026 foi revisada para R$ 60,3 bilhões.
  • O detalhamento do corte por ministérios será oficializado por decreto presidencial no dia 29 de maio.

O governo federal anunciou um bloqueio adicional de R$ 22,1 bilhões no Orçamento de 2026, elevando o montante total de despesas retidas para R$ 23,7 bilhões. A decisão, defendida pelo ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, é apresentada pela equipe econômica como um sinal de compromisso com a credibilidade e o respeito às regras do arcabouço fiscal. O ajuste é necessário para manter o limite de despesas primárias em R$ 2,4 trilhões, em um cenário pressionado pelo aumento de gastos obrigatórios, como benefícios previdenciários e o BPC. Além disso, a equipe econômica revisou suas projeções de receita, retirando do cálculo o leilão de áreas não contratadas do pré-sal, que era estimado em R$ 31 bilhões. O cenário fiscal também foi impactado por despesas extraordinárias relacionadas a medidas de mitigação dos efeitos da guerra nos preços dos combustíveis. Apesar dessas pressões, o governo mantém a expectativa de que as despesas retornem ao patamar de 19% do PIB no longo prazo. O contingenciamento incide exclusivamente sobre despesas discricionárias, impactando investimentos públicos, o custeio da máquina federal, universidades e bolsas de pesquisa. Embora tenha havido uma economia de R$ 3,8 bilhões nas previsões de gastos com o funcionalismo público, a projeção de déficit primário foi revisada para R$ 60,3 bilhões. O detalhamento do impacto por ministério será oficializado por decreto presidencial no dia 29 de maio, consolidando a estratégia para manter o equilíbrio das contas públicas.

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