As contas públicas do Brasil registraram um déficit primário de R$ 80,7 bilhões em março, marcando uma piora significativa em relação ao superávit de R$ 3,6 bilhões observado no mesmo período do ano anterior. Esse resultado foi impulsionado principalmente pela antecipação do pagamento de precatórios pela Secretaria do Tesouro Nacional, além do aumento de gastos e despesas com juros. O déficit de março foi composto por saldos negativos do governo federal, estados, municípios e empresas estatais.
Como consequência, a dívida pública consolidada do país subiu para 80,1% do Produto Interno Bruto (PIB), totalizando R$ 10,35 trilhões. Este é o maior patamar da dívida em quase cinco anos, desde julho de 2021. No acumulado de 12 meses até março, o déficit nominal, que inclui os juros da dívida, atingiu R$ 1,21 trilhão, equivalente a 9,4% do PIB. Especialistas alertam para a necessidade de cortes robustos de despesas para garantir a sustentabilidade do arcabouço fiscal e evitar uma expansão ainda maior da dívida pública.
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