A Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) do Brasil alcançou 79,2% do PIB em fevereiro, o maior nível desde outubro de 2021, em meio a um déficit primário de R$ 16,4 bilhões nas contas públicas.
A Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) do Brasil atingiu 79,2% do Produto Interno Bruto (PIB) em fevereiro, um aumento em relação aos 78,7% registrados em janeiro, segundo dados divulgados pelo Banco Central. Em termos nominais, a dívida passou de R$ 10,080 trilhões para R$ 10,178 trilhões. Este patamar é o maior desde outubro de 2021 e é fundamental para agências de classificação de risco avaliarem a capacidade de pagamento do país.
Além da DBGG, as contas do setor público consolidado apresentaram um déficit primário de R$ 16,4 bilhões em fevereiro, uma redução em comparação com o mesmo período de 2025. O resultado primário do Governo Central foi de R$ 29,5 bilhões negativos, impactado por gastos como o Programa Pé-de-Meia e reajustes ao funcionalismo. Governos regionais, incluindo estados e municípios, apresentaram um superávit de R$ 13,7 bilhões, contribuindo para compensar o déficit consolidado. Empresas estatais também contribuíram para o aumento do déficit consolidado com um resultado negativo de R$ 568 milhões. No acumulado dos dois primeiros meses do ano, o governo registrou um superávit primário de R$ 87,3 bilhões.
A Dívida Líquida do Setor Público (DLSP) também apresentou elevação, passando de 65% do PIB em janeiro para 65,5% em fevereiro, totalizando R$ 8,420 trilhões. O déficit nominal, que inclui juros, atingiu R$ 100,6 bilhões em fevereiro. O pico histórico da DBGG foi de 87,6% do PIB em dezembro de 2020, impulsionado pelos gastos relacionados à pandemia de covid-19.
Agência Brasil - EBC • 31 mar, 11:05
InfoMoney • 31 mar, 09:30
G1 Política • 31 mar, 09:09
30 mar, 10:01
27 fev, 09:00
24 fev, 09:02
30 jan, 17:25
29 jan, 13:53