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Dívida bruta do governo geral atinge 79,2% do PIB em fevereiro

A Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) alcançou 79,2% do PIB em fevereiro, o maior nível desde outubro de 2021, enquanto o setor público consolidado registrou superávit primário de R$ 87,3 bilhões no primeiro bimestre.

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Foto: InfoMoney
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31/03 às 10:03 · atualizado 14:03

Pontos principais

  • A Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) subiu de 78,7% do PIB em janeiro para 79,2% em fevereiro, totalizando R$ 10,178 trilhões.
  • As contas do setor público consolidado registraram um déficit primário de R$ 16,4 bilhões em fevereiro.
  • No primeiro bimestre de 2026, o setor público consolidado teve um superávit primário de R$ 87,301 bilhões, equivalente a 4,23% do PIB.
  • O superávit bimestral foi impulsionado pelo Governo Central (R$ 57,768 bilhões) e governos regionais (R$ 34,971 bilhões).
  • Empresas estatais registraram déficit de R$ 5,438 bilhões no primeiro bimestre.
  • A Dívida Líquida do Setor Público (DLSP) aumentou de 65% do PIB em janeiro para 65,5% em fevereiro, atingindo R$ 8,420 trilhões.
  • Nos 12 meses encerrados em fevereiro, o setor público consolidado apresentou um déficit primário de R$ 52,843 bilhões (0,41% do PIB).

A Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) do Brasil atingiu 79,2% do Produto Interno Bruto (PIB) em fevereiro, um aumento em relação aos 78,7% registrados em janeiro, segundo dados divulgados pelo Banco Central. Em termos nominais, a dívida passou de R$ 10,080 trilhões para R$ 10,178 trilhões. Este patamar é o maior desde outubro de 2021 e é fundamental para agências de classificação de risco avaliarem a capacidade de pagamento do país.

Paralelamente, o setor público consolidado (Governo Central, estados, municípios e empresas estatais, exceto Petrobras e Eletrobras) registrou um superávit primário de R$ 87,301 bilhões no primeiro bimestre de 2026, o equivalente a 4,23% do PIB. Este resultado foi impulsionado por um superávit de R$ 57,768 bilhões do Governo Central e R$ 34,971 bilhões dos governos regionais. As empresas estatais, por sua vez, apresentaram um déficit de R$ 5,438 bilhões no período. Isoladamente, em fevereiro, as contas do setor público consolidado tiveram um déficit primário de R$ 16,4 bilhões, com o Governo Central registrando R$ 29,5 bilhões negativos, impactado por gastos como o Programa Pé-de-Meia e reajustes ao funcionalismo.

A Dívida Líquida do Setor Público (DLSP) também apresentou elevação, passando de 65% do PIB em janeiro para 65,5% em fevereiro, totalizando R$ 8,420 trilhões. O déficit nominal, que inclui juros, atingiu R$ 100,6 bilhões em fevereiro. Nos 12 meses encerrados em fevereiro, o setor público consolidado teve um déficit primário de R$ 52,843 bilhões, ou 0,41% do PIB, uma redução em relação aos meses anteriores. O pico histórico da DBGG foi de 87,6% do PIB em dezembro de 2020, impulsionado pelos gastos relacionados à pandemia de covid-19.

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