As contas públicas brasileiras fecharam 2025 com déficit primário de R$ 55 bilhões (0,43% do PIB), impulsionado pelo governo federal e despesas recordes com juros, apesar de meta fiscal cumprida.
As contas do governo central registraram um déficit primário de R$ 61,691 bilhões em 2025, o equivalente a 0,48% do Produto Interno Bruto (PIB). Apesar do saldo negativo, o governo conseguiu cumprir a meta fiscal de déficit zero para o ano. Segundo apuração do Banco Central, o déficit primário final foi de R$ 10 bilhões, considerando a exclusão de R$ 48,683 bilhões em gastos da meta, conforme a metodologia estabelecida pelo arcabouço fiscal. Este resultado do BC é ligeiramente melhor que o divulgado pelo Tesouro Nacional, que havia calculado um déficit de R$ 13,008 bilhões após as exceções.
Em um panorama mais amplo, as contas do setor público consolidado também apresentaram uma piora, registrando um déficit primário de R$ 55,021 bilhões em 2025, equivalente a 0,43% do PIB. Este é o pior patamar em proporção ao PIB desde 2023, quando o rombo atingiu 2,29%. O Governo Central foi o principal responsável por esse resultado negativo, com um déficit de R$ 58,687 bilhões, impulsionado pelo crescimento de gastos obrigatórios, como os da Previdência Social e do Benefício de Prestação Continuada (BPC). Em contrapartida, estados e municípios registraram um superávit de R$ 9,537 bilhões, enquanto as empresas estatais (excluindo Petrobras e Eletrobras) tiveram um déficit de R$ 5,871 milhões.
A receita total do governo em 2025 apresentou um aumento real de R$ 90,8 bilhões, ou 3,2%, impulsionada principalmente por fatores como o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e a exploração de recursos naturais, o que ajudou a impedir um déficit ainda maior. Contudo, ao incluir os juros da dívida pública, o déficit nominal do setor público consolidado alcançou R$ 1,06 trilhão em 2025, o equivalente a 8,34% do PIB. As despesas com juros atingiram um recorde de R$ 1 trilhão no período, embora a proporção em relação ao PIB tenha diminuído ligeiramente para 7,91%, beneficiada por ganhos de R$ 105,9 bilhões com operações de swap cambial do Banco Central. A dívida líquida do setor público alcançou R$ 8,311 trilhões (65,3% do PIB), o maior percentual da série histórica, e a dívida bruta do governo geral chegou a R$ 10,017 trilhões (78,7% do PIB).
Agência Brasil - EBC • 30 jan, 13:49
InfoMoney • 30 jan, 12:59
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Agência Brasil - EBC • 29 jan, 13:08
G1 - Economia • 29 jan, 12:01
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