A dívida bruta do setor público consolidado no Brasil alcançou 78,7% do PIB em 2025, totalizando R$ 10 trilhões, devido ao aumento de gastos governamentais e juros elevados.
A dívida bruta do setor público consolidado no Brasil atingiu 78,7% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025, o equivalente a R$ 10 trilhões. Esse aumento significativo é atribuído principalmente ao crescimento dos gastos governamentais e à manutenção de juros altos. O endividamento, que inclui governo federal, estados, municípios e estatais, é um indicador crucial da solvência de uma nação e exerce pressão sobre a taxa de juros, o que pode restringir o crescimento econômico do país. No terceiro mandato do presidente Lula, a dívida já avançou sete pontos percentuais, com o Tesouro Nacional projetando um patamar de 83,6% do PIB em 2026.
Analistas e ex-presidentes do Banco Central divergem sobre a causa principal do problema, entre gastos excessivos do governo e juros elevados, mas concordam na necessidade de ajustes no arcabouço fiscal. Despesas como a PEC da Transição, o reajuste do salário mínimo e o pagamento de precatórios são citadas como fatores que impulsionaram o endividamento. Além disso, a taxa Selic a 15% em 2025 gerou despesas de R$ 1 trilhão com juros no ano passado, contribuindo para o cenário atual. A metodologia do Banco Central difere do padrão do FMI, que, ao incluir títulos públicos na carteira do BC, estima a dívida brasileira em 93,4% do PIB em 2025, evidenciando a complexidade e a gravidade da situação fiscal brasileira.