SP terá “Times Square” no centro com projeto Boulevard São João
O projeto “Boulevard São João” em São Paulo, que visa revitalizar o centro com painéis digitais e programação cultural, deve começar a funcionar até setembro, com investimento privado.
Pontos principais
- O projeto “Boulevard São João” prevê a instalação de painéis de LED e projeção mapeada em edifícios no cruzamento das avenidas Ipiranga e São João.
- A iniciativa, apelidada de “Times Square Paulistana”, foi oficializada pelo prefeito Ricardo Nunes e pelo governador Tarcísio de Freitas.
- Os painéis funcionarão diariamente, e nos finais de semana a região será fechada para carros, com programação cultural e eventos mensais.
- O investimento de cerca de R$ 6 milhões é privado e inclui a qualificação do trecho entre o Largo do Paissandú e o cruzamento das avenidas São João e Ipiranga.
- Críticos questionam o projeto por possíveis precedentes à Lei Cidade Limpa e a falta de debate público sobre fiscalização do conteúdo e impacto da luminosidade.
O governo de São Paulo e a prefeitura da capital oficializaram o projeto “Boulevard São João”, que busca revitalizar o centro da cidade com inspiração na Times Square de Nova York. A iniciativa, que deve começar a funcionar até setembro, inclui a instalação de quatro painéis de LED e projeção mapeada em edifícios no cruzamento das avenidas Ipiranga e São João. Nos finais de semana, a Avenida São João será fechada para veículos, transformando a área em um polo de entretenimento com programação cultural, gastronomia e artesanato, além de grandes eventos mensais.
O acordo foi firmado com a empresa FDB Digital Participações Ltda (grupo Fábrica de Bares), que será responsável pela execução e um investimento privado de cerca de R$ 6 milhões. O projeto também prevê a restauração de fachadas históricas, monumentos e a requalificação de calçadas. Cerca de 70% do conteúdo exibido será dedicado a artes digitais e eventos culturais, com o restante para conteúdo patrocinado. Críticos, como o vereador Nabil Bonduki, questionam o projeto por possíveis precedentes à Lei Cidade Limpa e a falta de debate público sobre a fiscalização do conteúdo e o impacto da luminosidade.
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