Ebrahim Azizi, um influente político iraniano e ex-comandante da Guarda Revolucionária Islâmica, declarou em entrevista que o Irã não cederá o controle do Estreito de Ormuz. Segundo Azizi, Teerã decidirá sobre o direito de passagem por essa rota marítima estratégica, que é vital para o transporte global de petróleo. Ele considera o controle do estreito um direito inalienável e uma alavanca estratégica para o país, especialmente em meio às tensões crescentes com os EUA e outros países da região, descrevendo-o como um "ativo para enfrentar o inimigo".
Um projeto de lei está sendo apresentado no parlamento iraniano para formalizar o controle do Estreito de Ormuz, abordando aspectos ambientais, de segurança marítima e nacional. A postura iraniana, que vê o controle do estreito como uma nova arma e moeda de troca, tem gerado críticas de vizinhos como os Emirados Árabes Unidos, que a descrevem como um "ato de pirataria hostil" e alertam para um "precedente perigoso". O presidente dos EUA, Donald Trump, acusou o Irã de "chantagem" e exigiu a abertura do corredor marítimo, enquanto Azizi rebateu as acusações, defendendo os direitos do Irã e chamando os EUA de "o maior pirata do mundo". A declaração ocorre durante um cessar-fogo, mas o bloqueio naval americano aos portos iranianos persiste, e tensões sobre uma embarcação iraniana em Ormuz aumentam. Negociações de alto nível sobre o Estreito de Ormuz e outras questões estão previstas para serem retomadas em Islamabad, com a participação de uma delegação dos EUA.
InfoMoney • 20 abr, 07:09
G1 Mundo • 20 abr, 06:28
BBC Brasil • 20 abr, 05:53
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