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Prazo para guerra de Trump no Irã sem aval do Congresso termina em 1º de maio

O prazo legal para a guerra de Donald Trump no Irã sem aprovação do Congresso dos EUA encerra em 1º de maio, enquanto o presidente afirma que o Irã concorda em não ter armas nucleares.

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Foto: G1 Mundo
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16/04 às 16:01 · atualizado 17/04 às 07:03

Pontos principais

  • O prazo legal para a guerra de Trump no Irã sem autorização do Congresso termina em 1º de maio, com possível prorrogação de 30 dias.
  • Donald Trump declarou que o Irã concordou em não possuir armas nucleares por mais de 20 anos e entregar seu estoque de urânio.
  • O Irã não confirmou as declarações de Trump, e a Al Jazeera reportou que Teerã recusou a proposta de interrupção do enriquecimento por 20 anos.
  • O Ministério das Relações Exteriores do Irã reafirmou o direito ao uso pacífico da energia nuclear, com porcentagem de enriquecimento negociável.
  • Trump enfrenta oposição interna nos EUA, com democratas e alguns republicanos considerando a guerra ilegal.
  • A guerra, que já dura dois meses, causou cerca de US$ 58 bilhões em danos à infraestrutura energética do Irã.
  • Negociações de cessar-fogo lideradas pelo Paquistão estão travadas, com o Irã exigindo um cessar-fogo também no Líbano.

O prazo legal para a guerra iniciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra o Irã sem a aprovação formal do Congresso dos EUA, encerra-se em 1º de maio, com a possibilidade de uma prorrogação de 30 dias mediante certificação presidencial. Enquanto isso, Trump declarou que o Irã concordou em não desenvolver armas nucleares por mais de 20 anos e em entregar seu estoque de urânio enriquecido, indicando que um acordo para encerrar o conflito está próximo. O presidente minimizou a duração da guerra, afirmando que está "indo muito bem" e "deve acabar em breve".

No entanto, o regime iraniano não confirmou as informações divulgadas por Trump. A Al Jazeera, em contraste, reportou que Teerã recusou uma proposta de interrupção do enriquecimento de urânio pelo período mencionado. O Ministério das Relações Exteriores iraniano reiterou o direito do país ao uso pacífico da energia nuclear, indicando que a porcentagem de enriquecimento é negociável. As declarações de Trump ocorrem em meio a uma crescente oposição interna nos EUA, com democratas e alguns republicanos considerando a guerra ilegal. Joe Kent, chefe do antiterrorismo do governo Trump, renunciou por discordar da tese de ameaça iminente do Irã, e uma resolução para barrar a guerra foi derrotada no Senado por 52 a 47 votos.

O conflito, que já dura dois meses, causou cerca de US$ 58 bilhões em danos à infraestrutura energética do Irã. As negociações de cessar-fogo lideradas pelo Paquistão estão travadas, com o Irã exigindo um cessar-fogo também no Líbano. A guerra tem elevado o preço dos combustíveis nos EUA e é rejeitada por cerca de 60% da população, enquanto há tentativas de afastar Trump do cargo pela 25ª Emenda da Constituição, após ameaças de genocídio contra o povo iraniano.

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