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Trump anuncia acordo para reabrir Estreito de Ormuz e conter programa nuclear iraniano

O governo Trump selou um pacto com o Irã para reabrir o Estreito de Ormuz, estender o cessar-fogo e limitar o enriquecimento de urânio, com detalhes previstos para sexta-feira.

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Foto: G1 Mundo
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15/06 às 08:15 · atualizado 18:31

Pontos principais

  • O acordo prevê a reabertura do Estreito de Ormuz e o fim do bloqueio naval americano.
  • O pacto inclui a extensão do cessar-fogo vigente e a suspensão do enriquecimento de urânio pelo Irã.
  • A assinatura formal do tratado está prevista para a próxima sexta-feira, na Suíça.
  • O governo dos EUA mantém sigilo sobre os termos específicos, prometendo divulgação após a assinatura.
  • Analistas e o governo iraniano mantêm cautela devido ao histórico de desconfiança entre as nações.
  • Israel manifestou forte oposição aos termos do pacto, citando preocupações com a segurança regional.
  • A instabilidade causada por operações militares no Líbano ameaça a implementação do acordo a longo prazo.

O presidente Donald Trump anunciou um acordo abrangente com o Irã visando reduzir as tensões no Oriente Médio, focando na reabertura do Estreito de Ormuz, na extensão do cessar-fogo e na suspensão do enriquecimento de urânio. Durante sua chegada a Évian, na França, para uma reunião de cúpula do G7, o presidente americano reforçou que o Estreito de Ormuz estará totalmente aberto até o final desta semana. O governo apresenta o compromisso como uma vitória diplomática, embora o texto detalhado do tratado permaneça sob sigilo e só deva ser tornado público após a assinatura formal, prevista para a próxima sexta-feira, na Suíça.

Apesar do otimismo oficial, o anúncio é recebido com ceticismo por parte de analistas e do próprio governo iraniano, que cita a profunda desconfiança existente entre as nações. O histórico recente da administração Trump, que desde março de 2026 afirmou repetidamente que o fim do conflito estava próximo sem que acordos definitivos fossem selados, contribui para a cautela. Promessas anteriores, muitas vezes acompanhadas de prazos curtos e ameaças militares, não resultaram em estabilidade duradoura, o que eleva a pressão para que este novo pacto supere os impasses estratégicos que frustraram tentativas anteriores.

A implementação do pacto enfrenta riscos consideráveis, incluindo a forte oposição de Israel e a persistente instabilidade regional. Especialistas indicam que a normalização do fluxo marítimo exigirá semanas de ajustes logísticos, enquanto a longevidade do acordo permanece incerta. O presidente Trump manifestou preocupação com as operações militares israelenses no Líbano, que podem comprometer a frágil estabilidade alcançada. A viabilidade do acordo a longo prazo continua a ser um desafio complexo, dado que o sucesso da iniciativa depende da superação de impasses estratégicos que ainda não foram totalmente resolvidos entre as partes.

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