O Papa Leão XIV reiterou seus apelos pela paz na quinta-feira, em um momento de crescente tensão com a administração do Presidente Trump. As críticas da Casa Branca e de seus aliados ao pontífice se intensificaram devido à sua recusa em endossar a intervenção militar no Irã, uma posição que tem gerado atrito entre o Vaticano e Washington.
Em visita a Camarões, o Papa Leão XIV condenou líderes que gastam bilhões em guerras e que usam a religião para justificar conflitos, após ser novamente atacado pelo Presidente Trump nas redes sociais. O pontífice, que é o primeiro papa dos EUA e crítico da guerra no Irã, afirmou que "mestres da guerra fingem não saber que é preciso apenas um momento para destruir, mas muitas vezes uma vida inteira não é suficiente para reconstruir". Ele também criticou a manipulação da religião para ganhos militares, econômicos e políticos, destacando que bilhões são gastos em morte e devastação, enquanto recursos para cura e educação são escassos.
Leão XIV criticou veementemente o mundo "devastado por tiranos" e pediu uma "mudança decisiva de rumo", em comentários que ocorreram após Trump chamá-lo de "fraco", causando consternação na África. O Papa já havia criticado líderes com "mãos cheias de sangue", em comentários interpretados como direcionados a figuras como Pete Hegseth.
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