A tensão entre o Papa Leão 14 e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, atingiu um novo patamar, com o pontífice endurecendo seu discurso em meio ao agravamento do conflito no Oriente Médio. Trump criticou o Papa em sua rede social no domingo, descrevendo-o como "terrível", "fraco" e "muito liberal", alegando que ele seria "fraco com a criminalidade" e "péssimo para a política externa". Em resposta na manhã de segunda-feira, o Papa Leão 14, o primeiro papa norte-americano, declarou publicamente não ter medo do líder norte-americano e reiterou sua mensagem de paz e reconciliação, marcando um novo capítulo no embate entre o Vaticano e a Casa Branca. Trump, por sua vez, se recusou a pedir desculpas ao pontífice pelas críticas e publicou e posteriormente apagou uma imagem gerada por inteligência artificial em que ele aparecia vestido como Jesus, alegando que a intenção era mostrá-lo curando pessoas. A imagem provocou críticas de opositores e de cristãos conservadores, que a consideraram blasfema e desrespeitosa, com a polêmica gerando reações negativas até mesmo entre aliados de Trump, destacando a complexa relação entre religião e política. Trump já havia publicado imagens em que aparecia como o próprio papa no ano anterior.
A postura do Papa Leão 14, inicialmente mais discreta em relação às políticas de Trump, especialmente sobre imigração, endureceu significativamente após o início da guerra no Irã. O pontífice fez apelos pela paz e criticou ameaças contra o povo iraniano, ampliando suas críticas para incluir a repressão a imigrantes, a condenação de conflitos e a busca por um mundo livre de armas nucleares. Ele declarou que continuará a pregar a mensagem do Evangelho e a buscar a paz, independentemente das pressões. Observadores notaram uma mudança no padrão do papa, que citou Trump diretamente, ao invés de críticas indiretas. A disputa é vista como arriscada para Trump, que viu seu apoio entre eleitores católicos diminuir desde o início dos ataques ao Irã.
O conflito entre Estados Unidos e Irã, que já dura 45 dias sem resultados concretos nas negociações de paz, intensificou-se com o bloqueio do Estreito de Ormuz pelos EUA e ameaças mútuas de bombardeio de navios iranianos e ataques a portos do Golfo Pérsico.
Em meio a essa escalada, o governo Trump se viu obrigado a negar acusações de que teria ameaçado o embaixador do Papa Leão 14 em Washington. As alegações indicavam que a suposta ameaça visava pressionar o Vaticano a alinhar-se às políticas militares da Casa Branca. O governo Trump negou veementemente tais alegações, buscando conter a polêmica e as repercussões diplomáticas. Paralelamente, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) manifestou apoio ao Papa Leão 14 por meio de uma nota oficial, defendendo que a autoridade do pontífice é guiada pela fidelidade ao Evangelho e pela defesa da dignidade humana e do diálogo.
BBC Brasil • 14 abr, 06:56
G1 Mundo • 14 abr, 07:45
G1 Mundo • 14 abr, 00:01
28 abr, 08:03
18 abr, 12:04
16 abr, 09:08
15 abr, 15:04
12 abr, 23:01
Carregando comentários...