O Papa Leão minimizou a desavença com o presidente Donald Trump, afirmando que suas declarações na África foram mal interpretadas e não o tinham como alvo, enquanto criticava "déspotas" e a exploração de recursos.
O Papa Leão esclareceu que algumas de suas declarações feitas durante sua recente viagem à África foram mal interpretadas pela mídia como críticas diretas ao presidente Donald Trump. A controvérsia surgiu após a cobertura de sua visita ao continente, onde a imprensa interpretou suas observações como um ataque ao líder americano. Em resposta a um ataque presidencial na segunda-feira, o Papa Leão afirmou que a intenção de suas falas foi distorcida, buscando corrigir a percepção pública e indicando que suas palavras não tinham como objetivo criticar o presidente Trump.
O Papa minimizou o atrito, afirmando que seu discurso sobre o mundo sendo "devastado por um punhado de tiranos" foi preparado antes dos comentários de Trump e não o tinha como alvo. Ele reiterou que sua viagem à África visava encorajar os católicos e promover o diálogo inter-religioso, e não debater com o presidente dos EUA. Trump, por sua vez, criticou o Papa Leão, chamando-o de "fraco no combate ao crime e terrível em política externa", e publicou uma imagem gerada por IA que gerou controvérsia, possivelmente em reação às manifestações do papa sobre a guerra entre EUA e Israel contra o Irã. O Papa Leão, eleito no ano passado e inicialmente conhecido por sua postura de mediador brando, adotou um tom mais incisivo e combativo durante sua turnê africana, criticando guerras, desigualdade e líderes globais, em parte como uma resposta aos ataques do presidente Trump.
Durante sua turnê africana, o Papa Leão também criticou veementemente a exploração de recursos naturais e a corrupção por "déspotas e tiranos" que fazem falsas promessas, especialmente em Angola. Em discurso, ele pediu aos angolanos que busquem uma sociedade livre da "escravidão imposta pela elite" e lamentou que "interesses poderosos" reivindiquem os recursos naturais de ex-colônias portuguesas, como Angola. Apesar de ser um grande produtor de petróleo, Angola enfrenta pobreza extrema, com mais de 30% da população vivendo com menos de US$2,15 por dia. O pontífice fez um balanço positivo de sua visita a Camarões, destacando a diversidade cultural do país e enfatizando seu papel como pastor e chefe da Igreja Católica na África, buscando promover a fraternidade e a paz, seguindo o exemplo do Papa Francisco.
Folha de São Paulo - Mundo • 18 abr, 22:39
Agência Brasil - EBC • 18 abr, 15:12
InfoMoney • 18 abr, 14:58
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