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Papa Leão esclarece que falas não foram críticas a Trump

O Papa Leão minimizou a desavença com o presidente Donald Trump, afirmando que suas declarações na África foram mal interpretadas e não o tinham como alvo, enquanto criticava "déspotas" e a exploração de recursos.

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Foto: NYTimes World
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18/04 às 12:04 · atualizado há 3m

Pontos principais

  • O Papa Leão esclareceu que suas declarações durante a viagem à África foram mal interpretadas pela mídia como críticas a Donald Trump.
  • Ele afirmou que seu discurso sobre o mundo sendo "devastado por um punhado de tiranos" foi preparado antes dos comentários de Trump e não o visava.
  • A declaração do Papa busca dissipar a controvérsia e a percepção de um conflito com Trump.
  • Donald Trump criticou o Papa Leão, chamando-o de "fraco no combate ao crime e terrível em política externa", e publicou uma imagem gerada por IA.
  • As críticas de Trump parecem ser uma reação às manifestações do papa sobre a guerra entre EUA e Israel contra o Irã.
  • O Papa Leão criticou veementemente a exploração de recursos naturais na África e a atuação de "déspotas e tiranos" que fazem falsas promessas.
  • Em discurso em Angola, o Papa pediu aos angolanos que busquem uma sociedade livre da "escravidão imposta pela elite" e lamentou que "interesses poderosos" reivindiquem os recursos naturais de ex-colônias portuguesas.
  • O Papa Leão XIV declarou que sua viagem à África tem como objetivo encorajar os católicos, e não debater com Donald Trump.

O Papa Leão esclareceu que algumas de suas declarações feitas durante sua recente viagem à África foram mal interpretadas pela mídia como críticas diretas ao presidente Donald Trump. A controvérsia surgiu após a cobertura de sua visita ao continente, onde a imprensa interpretou suas observações como um ataque ao líder americano. Em resposta a um ataque presidencial na segunda-feira, o Papa Leão afirmou que a intenção de suas falas foi distorcida, buscando corrigir a percepção pública e indicando que suas palavras não tinham como objetivo criticar o presidente Trump.

O Papa minimizou o atrito, afirmando que seu discurso sobre o mundo sendo "devastado por um punhado de tiranos" foi preparado antes dos comentários de Trump e não o tinha como alvo. Ele reiterou que sua viagem à África visava encorajar os católicos e promover o diálogo inter-religioso, e não debater com o presidente dos EUA. Trump, por sua vez, criticou o Papa Leão, chamando-o de "fraco no combate ao crime e terrível em política externa", e publicou uma imagem gerada por IA que gerou controvérsia, possivelmente em reação às manifestações do papa sobre a guerra entre EUA e Israel contra o Irã. O Papa Leão, eleito no ano passado e inicialmente conhecido por sua postura de mediador brando, adotou um tom mais incisivo e combativo durante sua turnê africana, criticando guerras, desigualdade e líderes globais, em parte como uma resposta aos ataques do presidente Trump.

Durante sua turnê africana, o Papa Leão também criticou veementemente a exploração de recursos naturais e a corrupção por "déspotas e tiranos" que fazem falsas promessas, especialmente em Angola. Em discurso, ele pediu aos angolanos que busquem uma sociedade livre da "escravidão imposta pela elite" e lamentou que "interesses poderosos" reivindiquem os recursos naturais de ex-colônias portuguesas, como Angola. Apesar de ser um grande produtor de petróleo, Angola enfrenta pobreza extrema, com mais de 30% da população vivendo com menos de US$2,15 por dia. O pontífice fez um balanço positivo de sua visita a Camarões, destacando a diversidade cultural do país e enfatizando seu papel como pastor e chefe da Igreja Católica na África, buscando promover a fraternidade e a paz, seguindo o exemplo do Papa Francisco.

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