Governo envia PL para acabar com escala 6x1, mas Câmara prioriza PEC
O governo federal propôs um PL para extinguir a escala 6x1 e reduzir a jornada para 40 horas, mas a Câmara prioriza uma PEC sobre o tema, travando a proposta governamental.
Pontos principais
- O governo enviou um Projeto de Lei (PL) para acabar com a escala de trabalho 6x1 e reduzir a jornada semanal de 44 para 40 horas.
- Ministros esperam que o PL seja votado no Congresso em até três meses, em regime de urgência.
- O presidente da Câmara, Hugo Motta, indicou que a Casa priorizará uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) já em discussão sobre o mesmo assunto.
- Motta argumenta que a PEC permite um debate mais amplo e um planejamento adequado para a mudança, e impede o avanço do PL governamental no curto prazo.
- O PL prevê escala máxima de cinco dias de trabalho e dois de folga, com possibilidade de 4x3 via negociação coletiva.
- A PEC em análise, em tramitação desde 2019, prevê uma redução mais ampla para 36 horas semanais, com transição de até dez anos.
O governo federal propôs um Projeto de Lei (PL) visando o fim da escala de trabalho 6x1 e a redução da carga horária semanal de 44 para 40 horas. Ministros do governo esperam que a proposta seja votada no Congresso em até três meses, sob regime de urgência. O PL estabelece que a escala máxima de trabalho seja de cinco dias trabalhados e dois de folga, permitindo a escala 4x3 com dez horas diárias mediante negociação coletiva.
No entanto, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, sinalizou que a Casa priorizará a tramitação de uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) já em discussão sobre o mesmo tema, travando o avanço do PL governamental no curto prazo. Motta justificou que a PEC possibilita um debate mais abrangente com todos os setores envolvidos e um planejamento mais adequado para a implementação das mudanças. A PEC, que tramita desde 2019, prevê uma redução mais ampla para 36 horas semanais, com transição de até dez anos, e transfere o controle integral do texto final ao Congresso, já que emendas constitucionais não passam por sanção presidencial.
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