O dólar fechou esta terça-feira estável, cotado a R$ 4,99, interrompendo uma sequência de seis sessões de queda e mantendo-se abaixo de R$ 5. A moeda americana chegou a ser negociada acima de R$ 5 durante o pregão, mas encerrou com variação positiva de 0,01%, a R$ 4,9934. No ano, a divisa acumula queda de 9,03% frente ao real. No mercado doméstico, o IBC-Br, prévia do Produto Interno Bruto (PIB) divulgada pelo Banco Central, registrou alta de 0,6% em fevereiro, superando as expectativas e indicando uma saúde econômica mais robusta para o país, o que impacta as projeções para a taxa Selic. O Banco Central também vendeu 50.000 contratos de swap cambial para rolagem de vencimento.
O Ibovespa, por sua vez, registrou queda de 0,46%, fechando a 196.818,59 pontos, em um pregão de ajustes após atingir novas máximas na terça-feira. A valorização do petróleo, que se aproximou de US$ 100, influenciou o mercado, mas a Petrobras (PETR4) subiu 3,6% impulsionada pelo avanço da commodity e pela eleição de um novo conselho de administração, com Guilherme Santos Mello como presidente, atenuando as perdas do índice. Outras empresas, como a Vale (VALE3), caíram 1,13%, e bancos como Itaú, Banco do Brasil e Santander fecharam em baixa. O setor supermercadista também foi impactado, com o Assaí (ASAI3) perdendo 8,86% após a Receita Federal notificar empresas sobre práticas irregulares de PIS/Cofins.
No cenário internacional, as tensões no Oriente Médio continuam a influenciar os preços do petróleo, com o envio de militares dos EUA ao Irã e a ameaça de sanções adicionais. Investidores reagiram ao noticiário sobre a guerra, com EUA e Irã buscando um memorando temporário para evitar o conflito. O presidente Donald Trump anunciou um cessar-fogo de dez dias entre Líbano e Israel. No entanto, o S&P 500 em Wall Street renovou sua máxima histórica, impulsionado pelo otimismo sobre o fim do conflito na região, após o anúncio de um cessar-fogo entre Líbano e Israel e a possibilidade de uma reunião entre Estados Unidos e Irã. Investidores também acompanham dados de auxílio-desemprego e produção industrial nos EUA, além da liquidação de uma cooperativa de crédito e a prisão de um ex-presidente do BRB no Brasil.
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