O dólar fechou em queda a R$ 4,91, o menor nível em mais de um ano, impulsionado pelo fluxo de capital estrangeiro e sinais de pacificação no Irã.
O dólar comercial encerrou o pregão desta terça-feira em queda de 1,12%, cotado a R$ 4,91, atingindo o menor valor em 27 meses. Esse movimento reverte a alta registrada no primeiro dia de maio, quando a moeda fechou a R$ 4,968. A desvalorização do dólar foi impulsionada por um fluxo de capital estrangeiro para o Brasil, evidenciado pela valorização do Ibovespa, e pela queda nos preços do petróleo no mercado internacional. Além disso, sinais de pacificação no Irã, após um período de tensões geopolíticas com os Estados Unidos no Estreito de Ormuz e ameaças do presidente Donald Trump, contribuíram para a redução da aversão a risco global.
No cenário doméstico, a ata do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada nesta terça-feira, foi interpretada positivamente pelo mercado. O documento detalhou o corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic, que agora está em 14,5% ao ano, e os motivos para a decisão. A percepção de firmeza na política monetária melhorou o ambiente de risco no país e permitiu a queda dos juros futuros. Especialistas do mercado já ajustavam as expectativas para um ciclo de cortes de juros mais moderado e uma Selic terminal um pouco mais elevada em 2026, conforme indicado pelo relatório Focus.
Apesar da queda do dólar no Brasil, o índice DXY, que compara a moeda americana a uma cesta de moedas fortes, registrou alta de 0,11%. A cotação da moeda variou entre R$ 4,90 e R$ 4,95 durante a sessão, refletindo a volatilidade do mercado. A valorização do petróleo, que havia superado US$ 110 o barril no início do mês, impactou negativamente a Bolsa brasileira, mas a recente queda nos preços e os sinais de pacificação no Oriente Médio ajudaram a aliviar as pressões sobre o câmbio.
Times Brasil • 5 mai, 17:45
UOL - Economia • 5 mai, 09:14
Folha de São Paulo - Mercado • 5 mai, 09:34
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