O dólar encerrou o dia em alta a R$ 4,92, impulsionado por apetite global por risco e queda do petróleo, após expectativas de acordo entre EUA e Irã, atingindo o menor valor desde janeiro de 2024.
O dólar encerrou a sessão em leve alta, cotado a R$ 4,92, em um movimento de ajuste lateral, após abrir em queda a R$ 4,90. A intervenção do Banco Central, que vendeu US$ 500 milhões em contratos de swap cambial reverso, contribuiu para a alta diária. Apesar disso, a cotação do dólar atingiu o menor valor ante o real desde janeiro de 2024, acumulando queda de 0,63% na semana e recuo de 10,34% no ano. A valorização do real perdeu fôlego, apesar do renovado apetite por risco nos mercados globais, impulsionado por esperanças de um fim da guerra no Irã e sinais de trégua no Oriente Médio. O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de moedas fortes, registrou queda de 0,63%, atingindo 97,82 pontos.
A queda acentuada de quase 8% no preço do petróleo, motivada por sinalizações de um possível acordo entre Estados Unidos e Irã, também influenciou o cenário. Os preços do Brent e WTI despencaram cerca de 7% no mercado internacional. A Bolsa de Valores operou em alta pelo segundo dia consecutivo, com o Ibovespa avançando 0,50% e fechando aos 187.690 pontos, impulsionado por ações de mineradoras e consumo. No entanto, empresas do setor de petróleo, como a Petrobras, tiveram queda nas ações devido à forte desvalorização da commodity. Bolsas de Nova York também tiveram ganhos superiores a 1%, com novos recordes no S&P 500 e no Nasdaq, reforçando o ambiente favorável a ativos de risco.
Analistas indicam que a alta do dólar pode ser um alívio tático, não uma mudança estrutural. O Brasil continua sendo visto como um destino atrativo para capital estrangeiro em mercados emergentes, devido aos juros reais elevados, ao fluxo comercial impulsionado pelo petróleo e à disciplina monetária reforçada pelo Copom. Investidores acompanham a possibilidade de um acordo inicial entre EUA e Irã, que incluiria suspensão do programa nuclear iraniano e redução de sanções, com declarações de Donald Trump sobre avanços nas negociações. Estados Unidos e Irã estão em conflito desde o final de fevereiro, e a redução das tensões contribui para a baixa do petróleo.
Agência Brasil - EBC • 6 mai, 19:34
Times Brasil • 6 mai, 17:41
UOL - Economia • 6 mai, 17:04
7 mai, 17:37
5 mai, 10:04
23 abr, 10:05
16 abr, 10:03
15 abr, 06:02
Carregando comentários...