Os mercados globais apresentam um comportamento misto, refletindo a crescente expectativa de um diálogo entre Estados Unidos e Irã. Os índices futuros dos EUA operam com resultados variados, enquanto um funcionário da Casa Branca confirmou que uma segunda rodada de negociações entre Washington e Teerã está sendo discutida. O presidente Donald Trump expressou otimismo, afirmando que as conversas poderiam ser retomadas 'nos próximos dois dias' e que a guerra está 'perto do fim', o que impulsiona a esperança de uma resolução diplomática para as tensões no Oriente Médio. No entanto, Trump também declarou não ter intenção de estender o acordo de trégua com o Irã, apesar das negociações diplomáticas mediadas pelo Paquistão, e Israel negou ter fechado um cessar-fogo com o Líbano, contrariando relatos da imprensa local. Analistas do Saxo Bank indicam que a recuperação sustentada do ouro depende de desenvolvimentos construtivos no Oriente Médio.
Essa perspectiva de diálogo, juntamente com dados de inflação abaixo do esperado nos EUA, impulsionou as bolsas de Nova York, com o S&P 500 se aproximando de seu recorde histórico e o Nasdaq registrando seu décimo pregão consecutivo de ganhos. Os mercados da Ásia-Pacífico também fecharam em alta, reagindo positivamente à possibilidade de um acordo. No Brasil, o Ibovespa renovou seu recorde intradia, superando 199 mil pontos pela primeira vez, e encerrou o dia com alta de 0,33%, atingindo 198.657,33 pontos, o maior patamar de fechamento da história. Este foi o 18º recorde do ano para a bolsa brasileira, a 11ª alta seguida e o quinto recorde consecutivo.
O dólar comercial, por sua vez, opera perto da estabilidade ante o real, cotado a R$ 4,996 na venda, após registrar cinco sessões consecutivas de queda. Na terça-feira, o dólar à vista fechou com queda de 0,09%, a R$4,9935. No cenário internacional, a moeda norte-americana subia em relação a outras moedas, mas fundos de hedge americanos estão aumentando suas apostas contra o dólar, impulsionados pela perspectiva de negociações de paz entre EUA e Irã. Analistas do Morgan Stanley preveem um dólar mais fraco, especialmente frente a moedas como euro, iene e franco suíço, com o índice do dólar da Bloomberg já tendo recuado 1,8% em abril. O anúncio de um cessar-fogo inicial de duas semanas foi um catalisador para a intensificação das vendas do dólar por hedge funds, que apostam em moedas como o dólar australiano, peso mexicano e real brasileiro. O mercado de câmbio acompanha de perto as negociações entre Irã e Estados Unidos, bem como o fornecimento e o preço do petróleo, que, apesar de subir, ainda se mantém abaixo de US$ 100. Juros futuros (DIs) terminaram o dia com baixas ao longo da curva.
Em contraste, os mercados europeus operam em leve queda, influenciados por resultados corporativos decepcionantes no setor de luxo e pela persistente incerteza geopolítica. Balanços corporativos nos EUA apresentaram resultados mistos, com algumas empresas como JPMorgan Chase e Wells Fargo recuando, enquanto Citigroup, BlackRock e Johnson & Johnson subiram. Os preços do petróleo Brent e WTI caíram significativamente, 4,6% e 7,9% respectivamente, devido à perspectiva de avanço nas negociações entre Irã e Estados Unidos, o que ajudou a aliviar pressões inflacionárias globais, beneficiando moedas emergentes e ativos de risco. O ouro também registrou uma leve queda de 0,55% na Comex, cotado a US$ 4.823,6 por onça-troy, devido às incertezas geopolíticas, mas permaneceu acima de US$ 4.800, beneficiado por um dólar enfraquecido. Dirigentes do Federal Reserve, como Beth Hammack e Austan Goolsbee, discutiram o impacto do conflito nos preços de energia e na inflação dos EUA.
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