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TCU informa Congresso sobre crise dos Correios e prejuízo de R$ 4,4 bi

O TCU encaminhou ao Congresso Nacional informações sobre a crise financeira dos Correios, que registrou um prejuízo de R$ 4,4 bilhões no primeiro semestre de 2025 e está sob monitoramento prioritário.

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Foto: G1 Política
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09/04 às 03:01 · atualizado há 3m

Pontos principais

  • O TCU enviou ao Congresso Nacional dados sobre a gestão financeira e orçamentária dos Correios, atendendo a pedido do deputado Evair Ferreira.
  • Os Correios registraram prejuízo de R$ 4,4 bilhões no primeiro semestre de 2025, após déficits anteriores de R$ 700 milhões em 2022 e R$ 2,5 bilhões em 2024.
  • A estatal foi incluída na Lista de Alto Risco (LAR) do TCU em 2024 devido a vulnerabilidades que podem comprometer serviços e gerar impactos fiscais.
  • Para manter as operações, os Correios contrataram um empréstimo de R$ 12 bilhões com garantia do Tesouro Nacional e podem precisar de mais R$ 8 bilhões.
  • Um programa de reestruturação foi anunciado, prevendo corte de R$ 2 bilhões em gastos com pessoal, venda de imóveis e fechamento de cerca de mil agências.
  • A Corte reuniu dados e decisões de auditorias já em andamento para esclarecer as causas do rombo e possíveis falhas de governança.
  • Foram enviadas cópias de decisões já proferidas pelo TCU e informações sobre o andamento de cinco processos, todos sob relatoria do ministro Benjamin Zymler.

O Tribunal de Contas da União (TCU) encaminhou ao Congresso Nacional um relatório detalhado sobre a situação financeira dos Correios, atendendo a uma solicitação do deputado Evair Ferreira. O documento destaca que a empresa registrou um prejuízo de R$ 4,4 bilhões no primeiro semestre de 2025, somando-se a déficits anteriores de R$ 700 milhões em 2022 e R$ 2,5 bilhões em 2024. A estatal foi incluída na Lista de Alto Risco (LAR) do TCU em 2024, indicando vulnerabilidades que podem afetar a prestação de serviços essenciais e gerar impactos fiscais significativos.

Para tentar reverter o quadro, os Correios já contrataram um empréstimo de R$ 12 bilhões com garantia do Tesouro Nacional e preveem a necessidade de mais R$ 8 bilhões. O presidente da empresa, Emmanoel Rondon, alertou que o prejuízo de 2026 pode atingir R$ 23 bilhões se as perdas não forem contidas. Um programa de reestruturação foi anunciado, incluindo corte de R$ 2 bilhões em gastos com pessoal, venda de imóveis e o fechamento de aproximadamente mil agências. O TCU reuniu dados e decisões de auditorias em andamento para esclarecer as causas do rombo e possíveis falhas de governança, enviando cópias de decisões já proferidas e informações sobre cinco processos sob relatoria do ministro Benjamin Zymler.

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