Correios registram prejuízo de R$ 3,16 bilhões no primeiro trimestre
O resultado negativo da estatal cresceu 83% em um ano, pressionado por despesas financeiras e administrativas, levando a um aporte de R$ 12 bilhões.
Pontos principais
- O prejuízo líquido dos Correios atingiu R$ 3,158 bilhões entre janeiro e março de 2026.
- As despesas financeiras subiram para R$ 985 milhões, impulsionadas por encargos da dívida interna.
- Custos com pessoal e contingências judiciais elevaram as despesas administrativas da estatal.
- O governo federal autorizou um empréstimo de R$ 12 bilhões para assegurar a liquidez da empresa.
- O TCU emitiu alertas sobre possíveis riscos à Lei de Responsabilidade Fiscal no plano de reestruturação.
Os Correios reportaram um prejuízo líquido de R$ 3,16 bilhões no primeiro trimestre de 2026, representando um aumento de 83% em comparação ao mesmo período do ano anterior. O desempenho financeiro foi severamente impactado pelo salto nas despesas financeiras, que subiram de R$ 282,9 milhões para R$ 985 milhões devido aos encargos da dívida interna, além do aumento nos custos com pessoal e contingências judiciais. Para garantir a continuidade das operações e a liquidez da estatal, o governo federal aprovou um empréstimo de R$ 12 bilhões. A situação acendeu um alerta no Tribunal de Contas da União (TCU), que questionou a conformidade do plano de reestruturação da empresa com a Lei de Responsabilidade Fiscal, evidenciando os desafios estruturais enfrentados pela companhia para equilibrar suas contas diante do cenário econômico atual.
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