Os Correios registraram prejuízo de R$ 8,5 bilhões em 2025, impulsionado por obrigações judiciais, e o governo projeta déficit para estatais federais até 2030.
Os Correios registraram um prejuízo de R$ 8,5 bilhões em 2025, um valor que triplicou em comparação com o ano anterior, conforme divulgado pela própria empresa. Em 2024, o prejuízo havia sido de R$ 2,6 bilhões. Deste total de 2025, R$ 6,4 bilhões foram destinados a despesas com precatórios e obrigações judiciais, além do aumento de custos operacionais. Este resultado marca o 14º trimestre consecutivo de perdas para a estatal, que teve sua receita bruta reduzida em 11,35% em relação a 2024, totalizando R$ 17,3 bilhões.
Paralelamente, o governo projeta que as estatais federais, excluindo Petrobras, Eletrobras e bancos públicos, permanecerão no vermelho até 2030, com déficits previstos de R$ 6,75 bilhões em 2026 e R$ 7,55 bilhões em 2027, conforme o projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027. O déficit das estatais federais foi de R$ 5,13 bilhões no ano passado e R$ 4,1 bilhões no primeiro bimestre deste ano.
Para reverter o cenário, os Correios implementam medidas como redução de custos, saneamento de planos de previdência e saúde, e programas de demissão voluntária (PDVs), que atraíram 3.181 funcionários em 2025. A empresa obteve um empréstimo de R$ 12 bilhões no final de 2025, com garantia da União, e o Conselho Monetário Nacional (CMN) autorizou a captação de mais R$ 8 bilhões em empréstimos com garantias da União. O presidente dos Correios, Emmanoel Schmidt Rondon, descreve a situação como um "ciclo vicioso" e aponta a rigidez da estrutura de custos, mas descartou a privatização, focando na recuperação da empresa com expectativa de resultados positivos a partir de 2027.
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