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TCU aponta irregularidades e exige monitoramento no plano dos Correios

O TCU determinou ajustes no plano de reestruturação dos Correios e abriu investigação sobre a concessão de garantias da União em empréstimo de R$ 12 bilhões.

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Foto: G1 Política
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27/05 às 17:45 · atualizado há 1m

Pontos principais

  • O TCU identificou falhas nos ritos processuais e falta de transparência na análise de risco do plano de reestruturação.
  • Correios acumulam 14 trimestres de prejuízo, com perda de R$ 8,5 bilhões em 2025, elevando riscos de insolvência.
  • O tribunal exige relatórios periódicos e mecanismos de controle para o aporte de R$ 6 bilhões previsto no plano.
  • A União atua como garantidora do empréstimo de R$ 12 bilhões, gerando riscos fiscais diretos ao Tesouro.
  • Existe o risco de vencimento antecipado do contrato de crédito caso metas não sejam cumpridas até 2027.
  • O Ministério das Comunicações tem 120 dias para implementar instrumentos de acompanhamento efetivo da operação.
  • O TCU abriu um processo separado para investigar possíveis responsabilidades de servidores públicos na aprovação do plano.

O Tribunal de Contas da União (TCU) intensificou a fiscalização sobre a gestão dos Correios, notificando o governo federal sobre falhas críticas no plano de reestruturação e na concessão de garantias do Tesouro Nacional. A corte aponta que o aval para um empréstimo de R$ 12 bilhões, assinado em 2025, não foi precedido de análises técnicas adequadas, ignorando a grave crise financeira da estatal, que registrou prejuízo de R$ 8,5 bilhões no mesmo ano. Segundo os auditores, a deterioração patrimonial e a insuficiência das projeções de fluxo de caixa comprometem a segurança jurídica da operação e expõem as contas públicas a riscos diretos em caso de inadimplência.

Para mitigar os riscos fiscais, o tribunal determinou que os Correios e o Ministério das Comunicações aprimorem o monitoramento do plano, exigindo relatórios periódicos sobre indicadores e metas. O governo deverá estabelecer mecanismos de controle rígidos para o aporte de R$ 6 bilhões, sob o alerta de que o descumprimento das metas até 2027 pode resultar no vencimento antecipado da dívida. Paralelamente, o TCU abriu um processo específico para investigar possíveis responsabilidades de servidores públicos na aprovação do plano. O Ministério das Comunicações tem um prazo de 120 dias para apresentar instrumentos de acompanhamento efetivo, visando alinhar o processo à Lei de Responsabilidade Fiscal e evitar sanções que possam agravar a insolvência da empresa pública.

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