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Correios registram prejuízo de R$ 3,16 bilhões no primeiro trimestre

A estatal teve um aumento de 83% no prejuízo no início de 2026, com patrimônio líquido negativo de R$ 16,2 bilhões e foco em reestruturação.

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Foto: InfoMoney
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01/06 às 11:02 · atualizado há 1m

Pontos principais

  • O prejuízo líquido no primeiro trimestre de 2026 atingiu R$ 3,16 bilhões, superando os R$ 1,72 bilhão de 2025.
  • O resultado foi impactado por uma provisão de R$ 1,06 bilhão para ações trabalhistas e pelo aumento das despesas financeiras.
  • A receita bruta da companhia apresentou queda de 2,2%, refletindo a menor demanda por serviços postais.
  • O patrimônio líquido da estatal permanece negativo, atingindo R$ 16,2 bilhões ao final de março de 2026.
  • A gestão, liderada por Emmanoel Rondon, mantém um plano de reestruturação com foco em corte de custos e venda de ativos.
  • A expectativa da empresa é alcançar o equilíbrio financeiro e resultados positivos a partir de 2027.

Os Correios reportaram um prejuízo líquido de R$ 3,16 bilhões no primeiro trimestre de 2026, consolidando uma tendência de instabilidade financeira. O resultado representa um aumento de 82,3% nas perdas em comparação ao mesmo período de 2025, quando o déficit foi de R$ 1,72 bilhão. O balanço foi severamente impactado por uma provisão de R$ 1,06 bilhão destinada a ações trabalhistas, além de um aumento expressivo nas despesas financeiras. Paralelamente, a receita bruta da estatal recuou 2,2%, evidenciando os desafios de competitividade e a queda na demanda por serviços postais tradicionais.

Sob a gestão de Emmanoel Rondon, a companhia mantém um plano de reestruturação iniciado no final de 2025, que inclui o corte de despesas, a implementação de um Programa de Desligamento Voluntário (PDV) e a venda de ativos. Apesar das medidas de saneamento, o patrimônio líquido da estatal permanece negativo em R$ 16,2 bilhões. A administração projeta um cenário desafiador para o restante do ano, mantendo a meta de alcançar o equilíbrio financeiro e o superávit apenas a partir de 2027.

Fonte primária

Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT)

Demonstrações Contábeis Intermediárias — 1º Trimestre/2026 (ECT/Correios)

Demonstrações contábeis individuais da ECT (CNPJ 34.028.316/0001-03) referentes ao período de três meses findo em 31/03/2026, aprovadas para emissão pelo Conselho de Administração em 27 de maio de 2026 (encaminhamento autorizado pela diretoria executiva em 25/05). A DRE registra resultado líquido do período de R$ 3.158,8 milhões negativos, ante prejuízo de R$ 1.725,9 milhões no 1T25 — alta de 83% no rombo. Apesar disso, a empresa reverteu o prejuízo bruto e apresentou lucro bruto de R$ 153,4 milhões (vs. -R$ 61,3 mi em 2025), com receita líquida de R$ 3.858,5 milhões (queda de 2,3% sobre os R$ 3.949,8 mi do 1T25). O resultado foi puxado para baixo por (a) despesas gerais e administrativas que quase dobraram, de R$ 1.225,1 mi para R$ 2.268,9 mi, e (b) resultado financeiro negativo de R$ 636,9 milhões (vs. -R$ 232,4 mi), com despesas financeiras saltando de R$ 283,0 mi para R$ 985,0 mi. A DFC mostra que provisões somaram R$ 1.165,8 milhões no caixa. O patrimônio líquido está negativo em R$ 16.275,7 milhões, com prejuízos acumulados de R$ 16.145,9 milhões. Na nota de continuidade operacional, a Administração registra que executa um Plano de Reestruturação iniciado ao fim de 2025 (estabilização financeira, reorganização operacional e modernização tecnológica), tendo contratado operação de crédito de R$ 12.000.000 mil para reforço de liquidez e mantendo PDV em andamento, com a última turma prevista para se desligar em maio. Em janeiro de 2026 a empresa liquidou antecipadamente R$ 1.800.000 mil da operação de crédito contratada junto ao sindicato de credores, extinguindo os covenants associados.

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