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Mercados globais reagem à acusação iraniana de violação do cessar-fogo

Mercados globais, incluindo Ibovespa e Wall Street, reagem com volatilidade após o Irã acusar os EUA de violarem o cessar-fogo, impactando petróleo e ouro.

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Foto: InfoMoney
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08/04 às 12:02 · atualizado há 3m

Pontos principais

  • O Ibovespa atingiu novo recorde, superando 192 mil pontos, impulsionado inicialmente pelo cessar-fogo entre EUA e Irã.
  • O dólar comercial fechou em R$ 5,103, com queda de 1,01%, o menor valor desde maio de 2024.
  • Wall Street subiu para níveis próximos das máximas de um mês após o acordo de cessar-fogo de duas semanas, mas futuros caem com novas tensões.
  • A trégua entre EUA e Irã, mediada pelo Paquistão, reduziu o risco geopolítico, mas é agora questionada pelo Irã.
  • O preço do petróleo Brent despencou mais de 13% inicialmente, mas voltou a subir após as acusações iranianas.
  • O ouro subiu 2%, atingindo US$ 4.777,2 por onça-troy, e a prata avançou 4,72%, chegando a US$ 75,385 por onça-troy.
  • Ações de petroleiras brasileiras como Petrobras, PRIO, Brava e PetroRecôncavo caíram até 5,5% no dia da trégua.
  • O presidente do parlamento iraniano, Mohammed Bagher Ghalibaf, acusou os EUA de violarem o acordo de cessar-fogo.
  • As violações iranianas incluem ataques de Israel ao Líbano, entrada de drone e restrição ao enriquecimento de urânio.
  • Analistas preveem volatilidade no curto prazo, aguardando clareza sobre as negociações EUA-Irã.

O mercado financeiro global tem reagido com volatilidade aos desdobramentos do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã. Inicialmente, houve uma forte alta, com o Ibovespa atingindo um novo recorde, superando os 192 mil pontos e chegando a 193.759 pontos intradiários, impulsionado por um cenário externo mais favorável e a reabertura do Estreito de Ormuz. O dólar comercial fechou em R$ 5,103, o menor valor desde maio de 2024, e em Wall Street, os principais índices também registraram fortes ganhos, alcançando níveis próximos das máximas de um mês. A trégua de duas semanas, mediada pelo Paquistão, reduziu o risco geopolítico e suspendeu uma guerra de seis semanas, levando à queda acentuada dos preços do petróleo, com o Brent despencando mais de 13% para US$ 94,75 e o WTI caindo 16,41% para US$ 94,41 por barril. A alta do Ibovespa foi disseminada, com bancos liderando os ganhos, enquanto a queda do petróleo pressionou ações como as da Petrobras.

No entanto, o cenário de otimismo foi abalado nesta quinta-feira após o presidente do parlamento iraniano, Mohammed Bagher Ghalibaf, acusar os EUA de violarem o acordo de cessar-fogo. As supostas violações incluem ataques de Israel ao Líbano, a entrada de um drone e restrições ao enriquecimento de urânio. Essa nova tensão fez com que os futuros de Nova York operassem em baixa e o preço do petróleo voltasse a subir, refletindo a fragilidade do acordo e gerando preocupações sobre a estabilidade geopolítica. Mercados da Ásia-Pacífico e Europa também fecharam ou operam em queda, enquanto o minério de ferro fechou no menor nível em mais de um mês, pressionado pela oferta e dúvidas sobre a demanda chinesa.

Em contrapartida, o ouro e a prata registraram fortes altas, com o ouro subindo 2% para US$ 4.777,2 por onça-troy e a prata avançando 4,72% para US$ 75,385 por onça-troy na Comex, impulsionados pela diminuição das tensões geopolíticas e o enfraquecimento do dólar. Setores sensíveis a juros e ao ciclo econômico, como varejo, construção civil e bancos, foram os principais beneficiados, com ações de Hapvida, construtoras e varejistas liderando as altas no Ibovespa. Especialistas indicam um forte sentimento de 'risk-on' nos mercados, com investidores buscando ativos de risco e emergentes como o Brasil, embora a recente acusação iraniana adicione uma camada de incerteza.

Analistas do ING preveem volatilidade no curto prazo, aguardando clareza sobre as negociações EUA-Irã. Sparta Commodities e Saxo Bank alertam para possível correção excessiva e volatilidade devido a incertezas logísticas e oferta apertada. Apesar do rali, o ambiente exige cautela devido às incertezas geopolíticas e aos efeitos da volatilidade do petróleo na inflação e juros. Tecnicamente, o Ibovespa mantém uma estrutura altista sólida no curto e médio prazo, acima das médias móveis, mas o estágio avançado do movimento e o IFR (14) no médio prazo indicam sobrecompra, elevando o risco de correções pontuais. Para a continuidade da alta, é crucial romper a máxima de 193.759 pontos, com alvos potenciais em 195.815, 198.880, 200.000 e até 215.000 pontos.

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