O Irã acusou o presidente dos EUA, Donald Trump, de intenção de cometer crimes de guerra após suas ameaças de atacar infraestruturas, enquanto Trump indica uma retirada militar iminente da região e os preços do petróleo sobem.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou as ameaças contra o Irã, afirmando que os militares americanos podem atacar pontes e usinas de energia no país e que os EUA 'nem começaram a destruir o que resta' no Irã. Em resposta, o governo iraniano classificou as declarações de Trump como evidência de intenção de cometer crimes de guerra. O órgão diplomático iraniano na ONU criticou a fala de Trump como um sinal de 'ignorância', destacando a longevidade de sua civilização, com mais de 7 mil anos, em contraste com a história dos EUA.
Anteriormente, o presidente americano havia divulgado um vídeo em suas redes sociais, incluindo a plataforma Truth Social, mostrando a suposta destruição da maior ponte do Irã, acompanhado da mensagem: 'É hora de fazer um acordo antes que seja tarde demais'. A agência de notícias iraniana Fars e a mídia estatal do Irã reportaram que uma ponte rodoviária que conecta Teerã a Karaj foi alvo de ataques aéreos, resultando em oito mortos e 95 feridos. O jornal The New York Times revelou que os EUA utilizaram um novo míssil, o PrSM, que libera esferas de tungstênio, atingindo uma escola e um centro esportivo no Irã. Uma investigação do mesmo jornal também apontou os EUA como responsáveis por um ataque que matou 175 pessoas em outra escola em Minab no mesmo dia.
Em meio à escalada da retórica bélica, Trump prometeu ampliar ataques no Irã nas próximas semanas e alegou ter 'destruído e esmagado' forças militares iranianas, afirmando que a maioria dos alvos militares no Irã foi danificada ou destruída no último mês. Contudo, o presidente também declarou que os EUA sairão do Irã 'muito em breve', com a guerra podendo terminar em 'duas semanas, talvez alguns dias a mais', e que a retirada das forças militares e o fim das ações no Oriente Médio não dependem de negociações, embora haja conversas em andamento. O conflito entre EUA e Irã chega ao seu 34º dia sem perspectiva de cessar-fogo, com Trump sugerindo que a 'nova liderança do regime' iraniano deve agir rápido.
Em resposta às ameaças, os preços do petróleo dispararam. O petróleo Brent subiu para US$ 108 o barril e o WTI para US$ 111, marcando a maior alta absoluta do WTI desde 2020. A região do Irã é estratégica para a produção e rotas de petróleo, como o Estreito de Ormuz, por onde passa 20% da produção mundial, o que explica a sensibilidade do mercado a tais ameaças. Trump sugeriu que a reabertura do Estreito de Ormuz interessa mais aos países europeus do que a Washington.
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