O presidente Donald Trump suspendeu temporariamente um ataque militar planejado contra o Irã, que estava previsto para ocorrer na última terça-feira, atendendo a apelos de líderes do Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos. Segundo o presidente, a ofensiva foi adiada para permitir que esforços diplomáticos de última hora tentem impedir que o regime iraniano obtenha armas nucleares. Apesar da pausa, a Casa Branca considerou insuficiente uma proposta de paz enviada pelo Irã, que busca o levantamento de sanções e a liberação de fundos bloqueados, mantendo o cenário de alta tensão. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, e o general Dan Caine receberam ordens para manter os planos de ataque prontos para execução imediata caso as negociações fracassem novamente.
A decisão ocorre em um momento de instabilidade acentuada após um ataque de drone contra a usina nuclear de Barakah, nos Emirados Árabes Unidos, incidente atribuído a aliados iranianos. A ameaça à infraestrutura crítica elevou a preocupação internacional e manteve o petróleo Brent na marca de US$ 111 por barril. Em resposta, o vice-presidente do Parlamento iraniano ameaçou atacar complexos petrolíferos da região caso o país seja alvo de bombardeios, enquanto a televisão estatal do país exibe apresentadores armados como demonstração de força. Relatos indicam que Israel também estava pronto para retomar as hostilidades contra o Irã, aguardando apenas o aval de Washington para avançar.
Trump tem utilizado a rede social Truth Social para publicar ilustrações e ameaças diretas, afirmando que o tempo para Teerã está acabando. Embora tenha declarado em entrevista à revista Fortune que o Irã ainda demonstra interesse em um novo pacto, o cenário diplomático permanece travado após o fracasso das negociações realizadas no Paquistão. O presidente descreveu o cessar-fogo atual como algo que está 'por um fio', em um contexto onde os combates entre Israel e o grupo libanês Hezbollah persistem, desafiando a estabilidade regional desde o início das hostilidades em fevereiro.
Paralelamente ao cenário internacional, o ambiente político interno nos Estados Unidos segue movimentado. O presidente Trump tem intensificado sua influência em disputas legislativas, apoiando Ed Gallrein em um desafio primário contra o congressista Massie, um crítico frequente de sua gestão. Além disso, a administração enfrenta pressões em outras frentes, incluindo a recente liberação de arquivos relacionados ao caso Jeffrey Epstein pelo Departamento de Justiça, um movimento impulsionado por crescentes exigências de transparência política.
Em duas postagens no Truth Social no dia 17 de maio, após reunião com sua equipe de segurança nacional, Trump escreveu: "For Iran, the Clock is Ticking, and they better get moving, FAST, or there won't be anything left of them" e, em seguida, "TIME IS OF THE ESSENCE!". As mensagens vieram dias depois de Trump rejeitar como "totally unacceptable" a contraproposta iraniana, que pedia separar as negociações nucleares das conversas de paz para encerrar a guerra de mais de dois meses e reabrir o Estreito de Ormuz.
O ministério condenou "nos termos mais fortes" um "ataque terrorista não provocado" contra um gerador elétrico fora do perímetro interno da Usina Nuclear de Barakah, na região de Al Dhafra, executado por um drone que entrou no território vindo da fronteira oeste. Não houve feridos nem impacto nos níveis de segurança radiológica. Os Emirados qualificaram o ataque como "escalada perigosa", "ato inaceitável de agressão" e "ameaça direta à segurança do país", afirmando que atingir instalações nucleares pacíficas viola flagrantemente o direito internacional, a Carta da ONU e os princípios do direito humanitário. O país reservou seus "direitos plenos, soberanos, legítimos, diplomáticos e militares" de responder e disse não tolerar qualquer ameaça à sua segurança. As investigações sobre a origem do drone seguem em curso.
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