O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou em entrevista ao jornal britânico "The Telegraph" que está considerando "seriamente" retirar o país da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). Trump criticou a aliança por não apoiar os EUA na guerra contra o Irã, chegando a chamá-la de "tigre de papel" e expressando irritação com a falta de apoio europeu. A guerra no Irã expôs a maior crise de confiança na OTAN em 77 anos, com a estabilidade da aliança em risco. Em entrevista à Reuters, Trump reiterou seu descontentamento com a OTAN pela falta de apoio aos objetivos dos EUA no Irã e afirmou que está "realmente" considerando a retirada dos Estados Unidos da aliança. Ele também anunciou que os EUA sairão do Irã "muito rapidamente", mas poderão retornar para "ataques pontuais" se necessário, e declarou que a ação dos EUA garantiu que o Irã não terá uma arma nuclear.
Em linha com essa postura, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que Washington reexaminará sua relação com a OTAN após o fim do conflito no Oriente Médio. Rubio expressou frustração com aliados europeus e questionou o valor estratégico da aliança, sugerindo que ela pode ter se tornado uma "via de mão única". Aliados europeus negaram apoio militar, alegando não terem sido consultados sobre a ofensiva no Irã e que a guerra não é da OTAN, com países como França, Espanha, Itália e Portugal impondo restrições ao espaço aéreo e bases para aeronaves militares dos EUA. Em contraste, o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, defendeu a OTAN como a aliança militar mais forte do mundo, embora tenha afirmado que a guerra do Irã "não é nossa guerra".
Trump fez um pronunciamento televisionado para anunciar que os militares dos EUA atingiram seus objetivos na guerra contra o Irã, reiterando seu plano de encerrar o conflito em duas a três semanas e afirmando que o trabalho será finalizado em breve. O presidente deve afirmar que os EUA destruíram a Marinha do Irã e suas instalações de mísseis, garantindo que o Irã não obterá armas nucleares. Ele também ameaçou atacar a infraestrutura de energia iraniana nas próximas semanas, prometendo levá-los de volta à 'Idade da Pedra' e aniquilar sua marinha e aeronáutica, mas reiterou que a mudança de regime no Irã nunca foi um objetivo dos EUA no conflito. Trump foi evasivo sobre o Estreito de Ormuz, sugerindo que a reabertura interessa mais à Europa do que aos EUA, mas mencionou que o estreito se abrirá naturalmente após o fim da guerra. Apesar dos sinais de desescalada e da impopularidade da guerra, com 60% dos eleitores desaprovando o conflito, Trump mantém opções militares abertas, com milhares de soldados adicionais navegando para a região do Golfo. Negociações incipientes para um acordo negociado estão em andamento com intermediários do Paquistão, embora o Irã negue discussões diretas.
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