Trump avalia punir países da OTAN e discute possível saída dos EUA
Donald Trump estuda medidas punitivas contra membros da OTAN que não apoiaram a guerra contra o Irã e discute a possível retirada dos EUA da aliança com o secretário-geral Mark Rutte.
Pontos principais
- Donald Trump avalia punir membros da OTAN que não apoiaram a guerra contra o Irã, segundo o The Wall Street Journal.
- As punições podem incluir a transferência de tropas americanas e o fechamento de bases militares na Europa.
- Trump voltou a criticar a OTAN, chamando-a de "pedaço de gelo mal administrado" e afirmando que a aliança "não estava lá" quando os EUA precisaram de aliados.
- O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, confirmou que Trump está "claramente desapontado" com os aliados que recusaram colaborar na guerra contra o Irã.
- A Casa Branca acusou a OTAN de falhar em apoiar os EUA no conflito com o Irã, citando palavras de Trump de que a aliança "deu as costas" aos EUA.
- A possível retirada dos Estados Unidos da OTAN será discutida em encontro entre Trump e o secretário-geral Mark Rutte.
- Mark Rutte afirmou ter tido uma conversa "franca e aberta" com Trump, buscando evitar a saída dos EUA e destacando o apoio logístico de alguns países europeus.
- Membros da OTAN aprovaram um aumento significativo nos gastos com defesa em 2025, com metas até 2035.
O presidente Donald Trump está avaliando medidas punitivas contra países membros da OTAN que não apoiaram a guerra contra o Irã, conforme reportado pelo The Wall Street Journal. As possíveis sanções incluem a retirada e transferência de tropas americanas para países aliados e o fechamento de bases militares na Europa. Espanha e Alemanha foram mencionadas como nações que podem ser impactadas, devido a restrições ao uso de seu espaço aéreo ou críticas à ofensiva.
Trump voltou a criticar a OTAN em sua rede social Truth Social, descrevendo-a como um "pedaço de gelo mal administrado" e afirmando que a organização "não estará lá" se os EUA precisarem de ajuda. Ele expressou decepção com aliados europeus em reunião com o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, reiterando que a aliança "não estava lá" quando os EUA precisaram de aliados, mencionando novamente a Groenlândia em suas declarações. A Casa Branca, por meio da secretária de imprensa Karoline Leavitt, acusou a OTAN de não ter apoiado os Estados Unidos durante o conflito, citando palavras de Trump de que a aliança "falhou" e "deu as costas" aos EUA. A Casa Branca também indicou que a possível retirada dos EUA da OTAN será um tema de discussão entre Trump e Rutte.
Mark Rutte, por sua vez, afirmou ter tido uma conversa "franca e aberta" com Trump, buscando usar sua relação pessoal para amenizar as críticas do presidente americano à aliança e evitar a saída dos EUA. Rutte confirmou que Trump está "claramente desapontado" com os aliados que recusaram colaborar na guerra contra o Irã, embora tenha explicado que alguns países europeus prestaram apoio logístico e que a maioria dos membros da OTAN concorda com a importância de degradar as capacidades nucleares iranianas. Autoridades europeias, incluindo Alemanha e França, afirmam não terem sido consultadas sobre os ataques ao Irã, o que dificultou a coordenação da resposta militar, e expressam cautela, pedindo desescalada no conflito.
Trump tem cobrado maior participação financeira e militar dos aliados da OTAN, que em 2025 aprovaram aumento nos gastos com defesa, com metas até 2035. A crise expõe fragilidades no princípio de defesa mútua da OTAN e levanta dúvidas sobre a validade do compromisso entre os membros.
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