Governo federal e 20 estados firmam acordo para subsidiar o diesel importado em R$ 1,20 por litro, visando conter preços e garantir abastecimento, com Lula defendendo a medida e prometendo esforços para evitar a alta.
O governo federal e 20 estados brasileiros chegaram a um acordo para subsidiar o diesel importado em R$ 1,20 por litro. A medida visa conter a alta dos preços do combustível, impulsionada pela disparada do petróleo no mercado internacional devido a tensões no Oriente Médio, e garantir o abastecimento no país. O custo do subsídio será dividido igualmente entre a União e os estados, com cada parte contribuindo com R$ 0,60 por litro. A adesão dos estados é voluntária, e a contribuição será proporcional ao volume de diesel consumido.
O presidente Lula defendeu a iniciativa, afirmando que as medidas de seu governo para conter os preços dos combustíveis são distintas das adotadas na gestão Bolsonaro, citando o cenário de guerra no Oriente Médio. Ele mencionou a decisão de zerar PIS e Cofins sobre o diesel, equivalente a 32 centavos, para evitar aumentos. O subsídio, que terá caráter temporário com duração prevista de até dois meses, será direcionado aos importadores de diesel e ainda precisa ser formalizado por meio de uma Medida Provisória (MP).
Lula prometeu que o governo fará todo o possível para evitar a alta do preço do diesel, que afeta diretamente a inflação de alimentos como alface, feijão e arroz. Ele criticou a guerra no Irã, promovida por EUA e Israel, defendendo que o Brasil não deve ser prejudicado por conflitos internacionais. O presidente também mencionou a implementação de medidas tributárias e de fiscalização, com o uso da Polícia Federal e do Ministério Público, para conter os preços dos combustíveis, que subiram cerca de 15% no Brasil desde o início do conflito.
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