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Governo e estados fecham acordo para subsidiar diesel em R$ 1,20 por litro

Governo federal e estados acordaram uma subvenção de R$ 1,20 por litro de diesel importado por dois meses para conter preços e garantir o abastecimento, dividindo os custos.

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Foto: InfoMoney
Foto: G1 - Economia
Foto: G1 Política
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31/03 às 09:03 · atualizado há 3m

Pontos principais

  • Governo federal e estados fecharam acordo para subsidiar o diesel importado em R$ 1,20 por litro.
  • A medida terá validade de dois meses (abril e maio), com custo total de R$ 3 bilhões.
  • O subsídio será dividido igualmente entre União e estados, com R$ 0,60 pagos por cada parte.
  • Cerca de 80% dos estados já sinalizaram adesão, com pelo menos 20 confirmando participação.
  • A iniciativa busca reduzir riscos de desabastecimento e impactos da alta do petróleo no setor rural, causados pela guerra no Oriente Médio.
  • A medida é adicional à isenção de PIS/Cofins e a uma subvenção anterior de R$ 0,32 por litro da União.
  • A proposta anterior de isenção de ICMS encontrou resistência dos estados.
  • O Rio de Janeiro ainda não confirmou adesão, citando um impacto mensal de R$ 30 milhões na arrecadação.

O governo federal e os estados fecharam um acordo para implementar uma Medida Provisória (MP) que subsidiará o diesel importado em R$ 1,20 por litro. A iniciativa, que terá duração de dois meses, entre abril e maio, visa conter o impacto da guerra no Oriente Médio nos preços dos combustíveis e evitar problemas de abastecimento no país, especialmente no setor rural. O impacto fiscal estimado é de R$ 1,5 bilhão por mês, totalizando R$ 3 bilhões no período, que será dividido igualmente entre a União e os estados.

A proposta prevê que o custo do subsídio seja dividido igualmente entre a União e os estados, com R$ 0,60 pagos por cada parte, sendo a contrapartida estadual proporcional ao volume consumido. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo está próximo de obter a unanimidade dos estados para o acordo, com cerca de 80% já tendo sinalizado adesão e pelo menos 20 confirmando participação. Governadores como Ratinho Junior e Jorginho Mello justificaram a adesão pela necessidade de garantir o abastecimento e conter a volatilidade dos preços para o consumidor. O Distrito Federal e o Rio de Janeiro tendem a não aderir, com o Rio de Janeiro citando um impacto mensal de R$ 30 milhões na arrecadação e déficit orçamentário, e aguardando a publicação da MP para análise.

A medida será formalizada por MP ainda nesta semana, mesmo sem unanimidade entre os estados. Esta medida é adicional à isenção de PIS/Cofins e a uma subvenção anterior de R$ 0,32 por litro concedida pela União, totalizando um impacto de R$ 0,64 por litro na redução de tributos. A implementação não exige unanimidade entre os governadores nem aprovação das assembleias legislativas. A perda estimada de arrecadação para os estados será compensada pela retenção de parte do Fundo de Participação dos Estados (FPE). A proposta inicial de zerar o ICMS sobre a importação de diesel foi rejeitada pelo Comsefaz, levando à alternativa atual de subvenção.

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